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Análise do texto "Integração de mídias e a reconstrução da prática pedagógica"

15 de agosto de 2010 Deixe um comentário
O texto “Integração de mídias e a reconstrução da prática pedagógica”, de Maria Elisabete Brisola Brito Prado, aborda pontos chaves que devem nortear o novo fazer pedagógico atual. O título do texto, considerando os vários aspectos abordados poderia ser: A reconstrução da prática pedagógica através da integração de mídias. Por quê? Obviamente pelo fato de a inserção de recursos tecnológicos serem necessária e inevitável.
A autora destaca o cuidado que deve ser tomado para que, ao invés de se criar uma integração de mídias se crie uma justaposição, onde os recursos tecnológicos passam a ter maior importância do que o fazer pedagógico. Para que isso não ocorra a autora aponta a pedagogia de projetos como o eixo norteador da prática pedagógica. Para a mesma é preciso ressignificar os conceitos e as estratégias utilizadas, ampliando o seu escopo de análise e compreensão.
Maria Prado afirma, citando:
“…, essa abordagem pedagogia requer do professor uma postura diferente daquela habitualmente utilizada no sistema da escola, ou seja, requer uma postura que concebe a aprendizagem como um processo que o aluno constrói como produto do processamento, interpretação, da compreensão da informação”.
Para a autora a integração se dá quando a ação pedagógica e a utilização dos recursos de mídias se completam, tornando um todo, o inteiro. Para isso é necessário que o professor aprenda a usar os recursos de mídia pedagogicamente. Isso exige saber, como, o quê, e o porquê usar os recursos de mídias.
Uma competência necessária, segundo a autora, para ser um professor que terá sucesso ao utilizar recursos de mídias é ser um mediador pedagógico. A mediação pedagógica exige do professor ações reflexivas e investigativas sobre seu papel. A autora cita Perrenoud: “… o seu papel concentra-se na criação, gestão e na regulação das situações de aprendizagem”.
Outro aspecto importante faz parte da abordagem é que o professor deve sair da condição de detentor do conhecimento, para a condição de facilitador do conhecimento. Nesse processo o professor deve ter uma postura de aprendente e de ensinante. Trata-se de um processo de diálogo.
A reconstrução da prática pedagógica é outro aspecto relevante na abordagem. Para a autora é necessário compreensão e a articulação de novos referenciais pedagógicos que envolvem os conhecimentos das especificidades das mídias.

Relatório sobre pesquisa na web usando Google

15 de agosto de 2010 Deixe um comentário



Ao realizar os exercícios propostos é possível verificar o quanto a máquina de procura do Google pode ser eficiente e menos complicada do que parece. Quando estabelecemos uma pesquisa generalizada e sem nenhum critério mais específico, a tendência e ter que navegar através de diversas páginas disponibilizadas, o que aumenta consideravelmente o tempo de procura. É como procurar uma agulha no palheiro. Ao realizar os exercícios percebi que algumas procuras em que se utilizam critérios mais específicos podem fornecer opções que jamais seriam disponibilizadas se fossem solicitadas genericamente.

Outro aspecto importante é perceber que a pesquisa avançada ou por imagens, vídeos e mapas, possibilitam outras possibilidades que geralmente não são exploradas. Critérios mais elaborados de pesquisas são fundamentais para explorar a potencialidades da web. No entanto, percebo que os mesmos devem ser adquiridos através de um treinamento prévio. A assimilação e simples. Os exercícios possibilitam o aprendizado e conseqüentemente a prática. Como acontece com a maioria dos softwares, geralmente as pessoas se valem do trivial e exploram superficialmente as grandes possibilidades e facilidades que cada software possui. As técnicas para uma boa procura da web permitem ao usuário a percepção de que os buscadores têm um grande arsenal de ferramentas e que podem facilitar o acesso ao conteúdo da web.

Texto sobre motor de procura e pesquisa na web

15 de agosto de 2010 Deixe um comentário
Para que tipo (ou necessidade) de busca os diretórios são mais adequados?

Os diretórios são mais adequados para pesquisas mais especificas e conteúdos mais confiáveis, pois os diretórios estabelecem critérios para o armazenamento. Após a solicitação da armazenagem por um cliente os administradores do diretório, só validam a hospedagem do conteúdo após checagem. Isso permite no mínimo que o assunto relacionado nos diretórios específicos de um determinado tema tem uma relação e uma coerência. Nesse sentido favorece um acesso mais rápido e confiável para quem quer realizar uma pesquisa acadêmica.
E as máquinas de busca?
Já as máquinas de busca fazem um rastreamento de conteúdo baseado em palavras chaves e conteúdos. Os motores de busca não passam pelo crivo humano, logo, pode fornecer conteúdos sem critérios mais cuidadosos, apesar de oferecer uma maior disponibilidade de conteúdo. Como a oferta de conteúdo e quase ilimitada sobre uma temática pesquisada os motores de busca pode ofertar informações de boa ou péssima qualidade, o que exige que o pesquisador disponha de mais tempo para obter conteúdo confiável e de boa qualidade.
O volume de resultados obtidos foi equivalente nos ambientes utilizados?
São equivalentes, mas os diretórios são notadamente mais específicos e criteriosos com o conteúdo.
E quanto à qualidade?
A qualidade é relativa, a oferta de conteúdo em um diretório depende da motivação de quem o produziu, logo, não podemos consideram que tudo que está em um diretório é o melhor da web. Podemos encontrar boas produções nos motores de busca, que não foram disponibilizados na web.
Os dados se mostraram mais atualizados em algum dos ambientes?
Os motores de busca possuem um dinâmica de atualização, apesar de conteúdos mais antigos quase sempre aparecerem bem posicionados nas pesquisas, pelo fato de terem sido mais acessados, o que relega os conteúdos mais atualizados a um posicionamento inferior. Isso é o grande problema nos motores de busca, pois nem sempre a qualidade fica evidenciado. 

Roteiro de jogo RPG para uso pedagógico em sala de aula

15 de agosto de 2010 Deixe um comentário
Turma específica: 2ª série do Ensino Médio, com 30 alunos.

Tema: Os bastidores de revolução.
O jogo remonta o período colonial brasileiro, nos idos do século XVIII, mas precisamente no ano que antecede a inconfidência mineira. O jogo remonta um roteiro fictício que supostamente teria sido os bastidores da inconfidência mineira, com reuniões secretas e tarefas e operações que visam organizar o movimento de independência marcado para o dia da derrama. O jogo terá basicamente quatro personagens centrais, como protagonistas, podendo envolver no processo, a inserção de novos jogadores que deverão desempenhar papéis, coadjuvantes que dão sustentação a trama. Cada um executará atribuições e procedimentos revolucionários ou contra-revolucionários relacionados a papéis sociais a que estão ligados.
Basicamente terão que compor esse universo de conspiração e articulação do movimento, um personagem chamado Cladium ( Corresponde ao poeta Cláudio Manoel da Costa), que tem como maior habilidade ter bom trânsito entre os poderes locais. Cladium tem um grande poder de persuasão e utiliza poemas e cartas para espalhar ideais iluministas entre os mais letrados e formadores de opinião. Outro personagem é Tomaza (Corresponde ao poeta Tomas Antonio Gonzaga). Tomaza é um dos articuladores do movimento revolucionário, com perfil semelhante a Cladium, utiliza de poesia para passar informações revolucionárias para a sociedade colonial. Com grande influência nas camadas mais abastadas tenta obter recursos para a manutenção do movimento, bem como, se contrapor aos pesados tributos cobrados pela coroa. Tem grande adesão da classe alta.
Outro personagem seria Odonto ( Corresponde ao Tiradentes), que é um dos mais contagiados pelos ideais iluministas. Apesar da pouca cultura, absorve com facilidade os ideais propagados pelos intelectuais. Movido pelo idealismo, se envolve em operações arriscadas, sendo o agente executivo das tarefas definidas pelo coletivo do movimento. E Silverion ( Corresponde a Joaquim Silvério dos Reis) é um revolucionário motivado por interesses pessoais. Vê no processo revolucionário a possibilidade de ser ver livre de dívidas. Com total confiança do coletivo revolucionário é uma peça importante no processo revolucionário, pois tem contato imediato com os governantes locais e membros do poder nacional.
O objetivo pedagógico do jogo é simular na escola debate e os bastidores da revolução. Com esse exercício é possível recuperar o universo histórico do episódio e introduzir o fundamentos teóricos das revoluções liberais burguesas ocorridas no século XVIII. Como não é possível resgatar a trama histórica que motivou o movimento, o jogo, simulará dentro de um roteiro pré-elaborado, bem como, dentro da liberdade de atuação dos participantes uma simulação lúdica do evento histórico que só é conhecido superficialmente, por relatos de fatos, causas e efeitos.
O jogo desenvolverá em quatro atos:
O 1º ato – é o período em que os membros da sociedade começam a se reunir para discutir os problemas sociais causados pela exploração colonial. Insatisfeitos com o domínio colonial passam a ter contato com os ideais burgueses trazidos por Tomaza e Cladium, do período em que viveram  em estudos metrópole portuguesa. Contagiados pelos movimentos revolucionários europeus e pela independência norte-americana, começam a criar o arcabouço ideológico do movimento, que conta com adesão de camadas influentes da sociedade.
O 2º ato – E o momento em que se estabelece o planejamento e a execução do processo revolucionário, onde Odonto é o maior articulador. Comandado pelos líderes do movimento, começa uma rede de conspiração que visará organizar um movimento armado de rebeldia no dia da derrama.
O 3º ato – Ocorre a traição de Silverion e o movimento é debelado. Se desencadeia todo o processo de repressão e negação do movimento. Os líderes mais influentes se afastam e negam participação. Odonto é preso e enforcado em praça pública.
O 4º ato – Nesse ato temos a ocorrência de um processo de reação popular que apesar da repressão desdobra-se num processo lento de análise e absorção de ideais revolucionários que provocarão mudanças substanciais na organização da sociedade colonial.
O objetivo do jogo é estabelecer entre os participantes a possibilidade de atuar e interagir se apropriando de um momento histórico, que tem um arcabouço ideológico que fundamenta toda a organização social do estado moderno, e do modo capitalista de produção. Com isso, abre-se a possibilidade de avaliar a nossa atual condição social e em que esses elementos ideológicos contribuíram para que a nossa sociedade atual realmente seja justa, fraterna e igualitária.

Quem foi o vaqueiro Simão Dias?


O nome do município é uma homenagem a Simão Dias, figura histórica que desde a emancipação política teve seu nome envolvido em calorosos debates sobre a sua real participação na origem da povoação. O município se originou como como conseqüência da invasão holandesa em Sergipe, pois com a eminência de uma ocupação o governo geral ordenou que o gado fosse evacuado. No entanto Braz Rabelo, latifundiário das terras de Itabaiana decidiu que o gado, ao invés de ser evacuado para além da margem sul do Rio Real, fosse escondido nas matas do Caiçá.
A região, onde hoje está a cidade, era povoação de índios que habitavam as margens do Rio Caiçá. Este hoje banha a cidade totalmente poluído.
A emancipação veio com a República por decreto de Felisberto Freire quando exercia o mandato de presidente do Estado de Sergipe, o que equivaleria a Governador de Estado atualmente. Este, um dos primeiros historiadores sergipanos, defendeu a origem histórica do vaqueiro afirmando em seu livro “História de Sergipe” que:
“Os terrenos onde está edificada hoje (1891) a Vila de Simão Dias foram doadas a Simão Dias Fontes, Cristóvão Dias e Agostinho da Costa” (FREIRE: 1997, p. 322).
O mesmo baseava a sua informação em estudos que demonstravam a existência de um homem chamado de Simão Dias Fontes, que juntamente com Cristóvão Dias e Agostinho Costa solicitaram sesmarias ao governo real nos anos de 1599, 1602 e 1607. O primeiro povoador também era conhecido como Simão Dias Francês.

No entanto com passar dos anos personalidades locais começaram a questionar a existência do referido povoador, levantado suspeitas sobre existência do mesmo. O grande defensor dessa tese foi o Padre João de Matos Carvalho que na intenção de Homenagear o Comendador Cel. Sebastião da Fonseca Andrade, mais conhecido com Barão de Santa Rosa, bem com à sua esposa resolveu desqualificar a tese defendida por Felisberto Freire. O padre tinha parentesco com a esposa do comendador e valeu-se de uma poderosa retórica, como também de várias controvérsias sobre a figura do vaqueiro Simão Dias. Esse debate está relatado no livro com título “Simão Dias ou Anápolis? Resenha histórica de sua fundação” publicado em 1912. Nesse livro ele levanta a tese de que na verdade o município se originou do esforço de Ana Francisca de Menezes, pois a mesma dou as terras onde hoje está edificada a Matriz de Santana. Nesse mesmo local, no passado, foi edificada uma capela onde daria origem à freguesia, posteriormente a Vila e por fim o Município. Sob esses argumentos o município teve então seu nome alterado em 25 de outubro de 1912, passando a se chamar “Anápolis” , como homenagem à Ana Francisca de Menezes e Ana Freire de Carvalho, esposa do Barão.
No entanto, os debates continuaram acalorados. Felisberto Freire, bem como vários intelectuais sergipanos e simãodienses defenderam com veemência o nome do Vaqueiro Simão Dias, como o primeiro povoador. O questão seria revista durante o Estado Novo, quando após a criação do IBGE por Getúlio Vargas, ficou vedada a existência de cidades com o mesmo nome no território Nacional. Como existia um município goiano com esse nome, e mais antigo, a Anápolis sergipana teve que voltar a se chamar Simão Dias, pelo decreto Lei nº 533, de 7 de dezembro de 1944.
Escrito por:
Marcelo Domingos de Souza
Licenciado em história pela Universidade Federal de Sergipe

Dia dos Professores I

18 de outubro de 2009 Deixe um comentário
Entrei no magistério simãodiense com 18 anos de idade, e estou com 37 anos, logo tenho 19 anos de magistério, o que para mim não é pouco tempo. Licenciei-me em História, mas antes dessa formação me graduei em Ciências Contábeis. Pensava em mudar de profissão, pois professor sempre foi sinônimo de muita dedicação para pouca retribuição. Tive as mais diversas experiências como professor, e passei por todos os dilemas e angústias que esses profissionais podem passar. Fui líder sindical por 10 anos dessa categoria e atualmente sou secretário municipal.

Esse ano foi o mais emblemático para mim, pois todas as contradições confluíram para um único momento, um único cenário. Isso potencializou os nossos desafios.

Nunca fui pessimista, mas o tempo se encarregou de me transformar de idealista em realista. Deve ser a idade!

Os municípios estão atravessando uma grave crise financeira, reflexos da crise mundial, que coincidiram como a implantação do Piso Salarial dos Professores. A queda da arrecadação e a extrapolação dos limites de gastos com pessoal, previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, impediram que o município acatasse a proposta formulada pelo SINTESE para pagamento do piso. Isso levou a categoria à greve. Essa realidade nos colocou numa situação desconfortável com a categoria do magistério.

Foi necessário tomar a decisão pelo que julgávamos o mais sensato para o momento. Esperar a recuperação das finanças para que um possível aumento não agravasse a situação. Não está sendo fácil, mas a decisão foi a mais acertada. Atualmente, vários municípios e entre esses, os que já acataram as propostas sindicais estão demitindo funcionários e efetuando cortes de salários para poder equilibrar as finanças. A administração local seguiu outro rumo, minimizou gastos ainda no primeiro semestre, efetuou cortes de funcionários comissionados, e conteve aumento de folha. Resultado: o município caminha para o equilíbrio orçamentário e para adequação aos limites de gastos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Qual foi o ganho disso? O ganho foi a preservação do emprego de funcionários comissionados e dos funcionários concursados que estão em estágio probatório.

Dia dos Professores II

18 de outubro de 2009 Deixe um comentário


Algumas pessoas criaram uma expectativa que nesse mês o município iria acenar com uma nova proposta salarial, visto que, no dia 15 de outubro comemoramos o “Dia do Professor”. Outros esperavam um pronunciamento público na emissora local homenageando os professores. Eu não sou hipócrita! Não vou ficar fazendo discurso e elogios aos professores, como se isso fosse o suficiente. Os professores já estão cansados desses discursos que atribuem ao professor a mais importante missão entre os todos os trabalhadores, como se a profissão fosse um sacerdócio, onde se deve trabalhar por vocação, por amor e não por dinheiro. Eu também sou professor! E ninguém precisa me dizer o que os professores querem, e o que eu devo fazer. Mas infelizmente a maioria dos professores ainda não percebeu que o “piso salarial” ainda não é o avanço definitivo para a valorização do magistério. Trata-se somente de mais passo.

E hoje percebo que o “Piso salarial” é “ouro de tolo”, ou seja, jamais dará a categoria do magistério a devido valorização. O motivo é obvio! Para que o “piso” se torne um fator real de valorização do magistério, é necessário modificar o mecanismo de financiamento da educação.

Explico melhor! Desde o primeiro momento da implantação do “Piso Salarial”, tornou-se um transtorno para estados e municípios, pois a Lei que criou o “piso”, não alterou o financiamento da educação. Como dar aumento salarial, sem ter recursos a mais para honrar os pagamentos? E mais, como honrar o piso, num ano em que ocorreu a queda da arrecadação? Além disso, a fonte de financiamento da educação que é o FUNDEB continua tendo como base de cálculo, o custo aluno e a matrícula. Se o custo aluno é o mesmo, como pode ocorrer aumento salarial no aporte que o “piso salarial” exige? Hoje já há uma discussão nacional entre gestores e sindicalistas de que é necessário desvincular os recursos educacionais aos limites constitucionais de 25% da arrecadação tributária para municípios e estados. É necessário vincular financiamento da educação a um percentual do PIB brasileiro, aumentando o volume de recursos para educação. Se o Brasil pretende ser um país de primeiro mundo, é necessário gastar mais com educação. Acho que propagandas que afirmam que passa pelo professor a transformação do país em nação desenvolvida, deveria lembrar que passa também por uma maior valorização desse profissional, e para isso é necessário dinheiro.

Os municípios têm que fazer o dever de casa e se adequar a essa nova realidade, ou seja, pagar o piso salarial, mas se não houver mais recursos, teremos que nos adequar a situação de financiamento. O que isso significa? Significa criar planos de carreira que revejam direitos como: regência de classe, percentuais de inter-níveis, entre outros.

A verdade é que os municípios têm recebido a maior sobrecarga resultante das mudanças estruturais que estão ocorrendo no estado brasileiro. Atualmente o Governo Federal baixou uma resolução criando critérios para a complementação federal para o “Piso salarial”, a qual exige dos municípios uma aplicação de no mínino 30% do orçamento com educação, ou seja, apesar da constituição fixar 25% de gastos do orçamento público com educação, o governo federal vinculou o repasse para complementar o “piso” a um maior gasto dos municípios. Isso é uma verdadeira intervenção à autonomia municipal.

Apesar disso, acho a iniciativa válida, visto que, como afirmei acima é necessário gastar mais recursos públicos para honrar o piso. Só que o Governo Federal fará festa com o dinheiro dos outros, ou seja, o gastará mais se os municípios gastarem mais.

Quais são as implicações disso? Colapso das finanças municipais, pois o município terá que deixar de investir em outras áreas igualmente necessárias. Além disso, há outro entrave: os limites com gasto de pessoal, previstos na “Lei de Responsabilidade Fiscal”. Esse será com toda certeza um fator impeditivo para a consolidação do piso. O fantasma da LRF, só estará afastado se as receitas melhorarem consideravelmente.

Se me perguntassem: há o que comemorar no “Dia do professor”? Eu teria uma resposta paradoxal: sim e não! Eu acho que as transformações e melhorias na educação estão muito lentas, o que deixa os professores apreensivos. Mas apesar de tantas contradições e dificuldades, mudanças estão acontecendo. Por isso, continuo otimista. A consolidação do “Piso salarial” não será fácil, e demandará muitas discussões e ajustes, mas será mais um passo para valorização do magistério. Espero que isso reflita na melhoria da qualidade da educação pública.

Sou representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais – UNDIME/SE no PROINFO

Eu sou representante da UNDIME/SE no Programa Nacional de Informática na Educação – PROINFO, e faço parte de um colegiado Nacional que conta com a participação de dois representantes por estado, ou seja, um coordenador municipal que é escolhido pela UNDIME, e um coordenador estadual, que em Sergipe é representado por Galvani Mota, diretor do DITE – Diretoria de Tecnologia Estadual.
Esse colegiado tem reuniões técnicas a cada dois meses, com a finalidade de discutir e definir uma política nacional de implantação de tecnologia nas escolas.
Essa atribuição até o final de 2008 era exercida por Dimas Rabelo, que é o atual Diretor da DR2 em lagarto. No início desse ano fui escolhido pelos secretários municipais de Sergipe em reunião ordinária da UNDIME para ser o Coordenador Municipal do PROINFO.
Além das minhas atribuições como Secretário Municipal também tenho o compromisso de colaborar e orientar meus colegas secretários municipais na implantação da Política Nacional de informática nas escolas municipais do Estado de Sergipe. Isso significa a implantação de equipamentos, recursos tecnológicos e formação continuada de professores da base municipal de todo Sergipe.
Isso implica em me ausentar periodicamente para reuniões fora do Estado. Tenho reuniões agendas para setembro e novembro.
Achei necessário fazer esse esclarecimento já que os lideres do SINTESE criticaram a minha ausência a bel prazer, pois, me ausentei três dias dessa semana por conta de uma reunião técnica com o SEED/MEC.
Segue o texto da critica:


O problema é que no dia seguinte, o Sintese, cumprindo o seu compromisso,
elaborou uma proposta, mas ao entrar em contato com o prefeito, foi surpreendido
com a notícia de que o Secretário de Educação estava em Fortaleza numa reunião
da UNDIME e, portanto, não construíram nenhuma proposta.

Quero esclarecer que estava em Simão Dias durante a terça-feira até o início da tarde e não fui procurado pela comissão do sindicato.
Não fui a uma reunião da UNDIME, e sim numa reunião técnica da SEED/MEC – PROINFO.
Nada impede que o Sindicato apresente sua proposta. Ao recebê-la podemos analisá-la em utilizá-la para a elaboração da nossa contraproposta.
O Município elaborará uma proposta de piso considerando o gasto de 70% da receita efetiva do FUNDEB, com muito critério. Isso significa que gastaremos o tempo que for necessário para o estudo de nossa proposta. E não cederemos a pressão e imposições do sindicato.
Argumentar que a greve e suas conseqüências são responsabilidade da gestão é um absurdo. Essa greve é desnecessária e se a direção do SINTESE tem pressa de finalizá-la poderá fazê-lo a qualquer momento. O município se encarregará de garantir aos alunos a reposição de todos os dias letivos atrasados através de um calendário alternativo.

O diálogo com os parlamentares do PT

Quero tecer algumas considerações sobre o encontro realizado entre, eu, o prefeito Denisson Deda, os parlamentares Ana Lúcia e Iran Barbosa e Joel Almeida presidente do SINTESE:
Não entendi por que houve a intervenção dos parlamentares no processo de negociação, mas achei positiva a reunião realizada.
O ponto que chamou mais minha atenção foi a disponibilidade de rever posições e propostas. O SINTESE tinha encaminhado uma proposta de Piso que tinha por base utilizar 70% dos recursos do FUNDEB, estimados em R$ 888.041,93. Como a arrecadação não vem se confirmando o SINTESE, propôs que deveria ser elaborada nova proposta baseada na arrecadação efetiva, ou seja, cálculos que correspondem a 70% do que vêm sendo arrecadado até o momento.
O município percebe um avanço no processo de negociação, visto que, há um reconhecimento de que a proposta que vem sendo negociada desde março, é inviável para as condições atuais do município.
O texto publicado no Blog de Patrícia com o título; “DESTAQUE – Simão Dias: Iran apóia professores na luta pelo piso”, esclarece o processo de negociação:


Neste sentido, os dois parlamentares e o presidente do Sintese participaram
de uma audiência com o prefeito Denisson Deda e com o Secretário municipal de
Educação, professor Marcelo. “Negociamos junto à Administração Municipal que
novos cálculos e projeções devem ser feitos, com base na real arrecadação deste
ano, para garantirmos o pagamento do Piso Salarial. O prefeito e o secretário
apontam para a possibilidade de maiores investimentos na folha de pessoal da
educação, a partir desses novos estudos, e para novas rodadas de discussões ao
longo do ano”, anunciou Iran.

O município irá elaborar um estudo com base na proposta do SINTESE, adequando a real arrecadação para discussão nas futuras negociações. E conforme ficou combinado o SINTESE também deverá apresentar uma nova proposta.
Outro ponto importante foi a discussão sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF. Iran abordou a dificuldade que os municípios e estados tem tido em honrar leis que melhoram vencimentos de servidores, graças as limitações de gasto com folha imposta pela LRF. E compartilhou conosco o que está sendo debatido e encaminhado como proposta de alteração da referida lei, para impedir que a LRF conflite com a Lei que criou o Piso Salarial dos Professores.
O parlamentar também cita no referido texto:


O parlamentar deixou claro, ainda, que a LRF não pode ser utilizada como
forma de ameaça de demissão de servidores, já que essa possibilidade só existe,
conforme a lei, como última alternativa caso a administração extrapole os seus
limites de gastos com despesas de pessoal.

Quanto ao texto acima queremos esclarecer que jamais a LRF foi utilizada como ameaça contra os professores. Muito pelo contrário, a dificuldade de abraçar a proposta formulada pelo SINTESE está no cuidado de não agravar uma situação que pode provocar demissões. Ou seja, optamos pela não demissão, em detrimento da proposta do SINTESE. Logo, ninguém deve se sentir ameaçado. Ao pagar a proposta do SINTESE, teríamos sim, uma possibilidade real de termos a situação atual da prefeitura agravada, ampliando mais ainda o percentual de gasto de folha acima do limite de 54%, previsto na LRF.
Outro ponto positivo da reunião foi a possibilidade de dizer pessoalmente a Joel Almeida que ele está completamente equivocado em afirmar que todos os municípios estão recebendo complementação federal para recompor o FPM por conta da crise financeira mundial. Eu e Denisson explicamos que Simão Dias, não terá direito a complementação de receita, devido o município de Simão Dias ter retomado o índice de 1.8, que havia perdido após último censo demográfico do IBGE. O índice que definia os valores do FPM estava em 1.6, devido a queda do contingente populacional e territórios para o município de Paripiranga. Como tivemos um acréscimo na população, teoricamente nossa receita deverá aumentar o que impede o recebimento da complementação.

Opinião sobre o texto de Joel Almeida

Criei esse Blog “Uma outra versão!” num momento muito delicado da atual administração e tive um propósito de fazê-lo por perceber que não era mais possível observar passivamente o massacre que se estabeleceu sobre a atual gestão.


A primeira greve que o magistério municipal realizou foi ainda em 1991, sem a existência de qualquer sindicato, ou seja, foi um movimento dos próprios professores sem nenhum aparato institucional. Logo após o movimento recebemos o convite da professora Judite Rabelo, que representava o SINTESE na base estadual, para que nós nos filiássemos e criássemos uma Delegacia Sindical do SINTESE.

Passamos a compor o SINTESE, antes da chegada do atual grupo que o comanda. Isso porque o SINTESE era um aparelho comandado pelo PC do B, e o PT estava brigando pelo seu comando. Vivenciamos de perto esse processo de mudança.

Nossa atuação sindical sempre foi pautada pela autonomia e jamais ninguém da direção nos “teleguiou”, até porque só quem mora no município pode avaliar com clareza o que realmente está acontecendo. Existem muitas variáveis a serem consideradas antes de tomar uma decisão importante como optar pela greve. Vários movimentos sem uma prévia análise conjuntural, provocaram a derrota e o retrocesso de várias correntes progressistas no Brasil, principalmente no campo político.

Por esse motivo, acho inadequado o julgamento prévio feito por Joel Almeida sobre a administração municipal.

Minha decisão de criar o Blog “Uma outra versão!” é tentar soar um grito, num imenso mar de ruídos, onde reina as mentiras, difamações, engodos, intenções espúrias. Já nos primeiros meses observei o quanto eram injustos os julgamentos, as cobranças, e as difamações formuladas à administração e principalmente ao Prefeito.

Eu sei que o fracasso de Denisson interessa a alguns políticos simãodienses. Não poderíamos esperar algo diferente, pois Denisson é um homem do povo, trabalhador, professor. Só não sabia que interessava também ao SINTESE.

Quanto à “Mudança de rumo!”, proposta pelo Joel, presidente do SINTESE, teve inicio em 01 de janeiro de 2009. Só não vê quem não quer! Se optássemos por não mudar os rumos teríamos uma administração plenamente confortável. Joel fala de coisas que desconhece!

Temos um prefeito que é criticado por fazer licitações, ou porque não gasta grandes somas com bandas e festas, ou porque não mantém com favores o grupo político ao qual faz parte, etc.

E a direção do SINTESE se acha no direito de nos julgar com base em análises e argumentos superficiais. Já nos chamaram de companheiros e agora acham que mudamos de lado.

Acho que ao invés de nos criticar poderiam ser solidário diante das dificuldades e contradições que estamos enfrentando. Por que é isso que espera de um amigo e companheiro. Só fomos os bons amigos quando ajudamos a criar o nome e a importância que SINTESE tem hoje? Só fomos o bons amigos quando dispusemos do nosso trabalho e do nosso esforço na luta do magistério?

Os longos textos que tenho publicado são esclarecimentos e defesas de ataques constantes que temos sofrido. As faixas na cidade, manifestações e ocupações de prédios públicos são o quê? Elogios? Só me manifestei após perceber que o diálogo estava encerrado. Quem provocou o fim do diálogo?

Conheço todos os membros da comissão de negociação e tenho por eles amizade. Não sei como ficará essa relação após o movimento, pois acho extremamente agressivo a forma como somos tratados pelos líderes da greve, nos chamando publicamente de mentirosos. Infelizmente estamos cumprindo papéis sociais diferentes, e que exige posturas diferentes. Eles sabem que a lei de responsabilidade fiscal é um impedimento. Tudo que eles querem é um culpado para essa situação. Sabem que não somos nós. Mas, nós por uma questão de coerência optamos por não julgar e culpar ninguém. Se há justiça nesse País ela será feita, cedo ou tarde. Se não há! Paciência! Faremos o nosso melhor!

Só tivemos seis meses de administração e poucas alegrias. Muitas coisas boas estão por vir, pois não mudamos de lado, opinião e ideologia. Temos que trilhar caminhos tortuosos com sabedoria. Quando encontro alguém que deseja me tornar o pior dos mortais, reflito o quanto já sofri e como foi difícil chegar aqui. Outros já tentaram e não tiveram êxito. Não autorizo ninguém a me destruir. Sei de onde vim e para onde vou.

Não vou parar de escrever o que penso! Tenho pleno direito de me expressar!

Quanto aos companheiros do magistério que já declararam solidariedade a nós e compreendem o momento que estamos passando, o meu muito obrigado! Isso tudo irá passar e com certeza teremos grandes conquistas para comemorar. E não me esquecerei de vocês! Fazemos parte do magistério e não precisamos que nos digam o que fazer. Obrigado pela força! E muita força também!
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