Arquivos
Relatório sobre pesquisa na web usando Google
Outro aspecto importante é perceber que a pesquisa avançada ou por imagens, vídeos e mapas, possibilitam outras possibilidades que geralmente não são exploradas. Critérios mais elaborados de pesquisas são fundamentais para explorar a potencialidades da web. No entanto, percebo que os mesmos devem ser adquiridos através de um treinamento prévio. A assimilação e simples. Os exercícios possibilitam o aprendizado e conseqüentemente a prática. Como acontece com a maioria dos softwares, geralmente as pessoas se valem do trivial e exploram superficialmente as grandes possibilidades e facilidades que cada software possui. As técnicas para uma boa procura da web permitem ao usuário a percepção de que os buscadores têm um grande arsenal de ferramentas e que podem facilitar o acesso ao conteúdo da web.
Texto sobre motor de procura e pesquisa na web
Roteiro de jogo RPG para uso pedagógico em sala de aula
Quem foi o vaqueiro Simão Dias?
Dia dos Professores I
Esse ano foi o mais emblemático para mim, pois todas as contradições confluíram para um único momento, um único cenário. Isso potencializou os nossos desafios.
Nunca fui pessimista, mas o tempo se encarregou de me transformar de idealista em realista. Deve ser a idade!
Os municípios estão atravessando uma grave crise financeira, reflexos da crise mundial, que coincidiram como a implantação do Piso Salarial dos Professores. A queda da arrecadação e a extrapolação dos limites de gastos com pessoal, previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, impediram que o município acatasse a proposta formulada pelo SINTESE para pagamento do piso. Isso levou a categoria à greve. Essa realidade nos colocou numa situação desconfortável com a categoria do magistério.
Foi necessário tomar a decisão pelo que julgávamos o mais sensato para o momento. Esperar a recuperação das finanças para que um possível aumento não agravasse a situação. Não está sendo fácil, mas a decisão foi a mais acertada. Atualmente, vários municípios e entre esses, os que já acataram as propostas sindicais estão demitindo funcionários e efetuando cortes de salários para poder equilibrar as finanças. A administração local seguiu outro rumo, minimizou gastos ainda no primeiro semestre, efetuou cortes de funcionários comissionados, e conteve aumento de folha. Resultado: o município caminha para o equilíbrio orçamentário e para adequação aos limites de gastos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal.
Qual foi o ganho disso? O ganho foi a preservação do emprego de funcionários comissionados e dos funcionários concursados que estão em estágio probatório.
Dia dos Professores II
Algumas pessoas criaram uma expectativa que nesse mês o município iria acenar com uma nova proposta salarial, visto que, no dia 15 de outubro comemoramos o “Dia do Professor”. Outros esperavam um pronunciamento público na emissora local homenageando os professores. Eu não sou hipócrita! Não vou ficar fazendo discurso e elogios aos professores, como se isso fosse o suficiente. Os professores já estão cansados desses discursos que atribuem ao professor a mais importante missão entre os todos os trabalhadores, como se a profissão fosse um sacerdócio, onde se deve trabalhar por vocação, por amor e não por dinheiro. Eu também sou professor! E ninguém precisa me dizer o que os professores querem, e o que eu devo fazer. Mas infelizmente a maioria dos professores ainda não percebeu que o “piso salarial” ainda não é o avanço definitivo para a valorização do magistério. Trata-se somente de mais passo.
E hoje percebo que o “Piso salarial” é “ouro de tolo”, ou seja, jamais dará a categoria do magistério a devido valorização. O motivo é obvio! Para que o “piso” se torne um fator real de valorização do magistério, é necessário modificar o mecanismo de financiamento da educação.
Explico melhor! Desde o primeiro momento da implantação do “Piso Salarial”, tornou-se um transtorno para estados e municípios, pois a Lei que criou o “piso”, não alterou o financiamento da educação. Como dar aumento salarial, sem ter recursos a mais para honrar os pagamentos? E mais, como honrar o piso, num ano em que ocorreu a queda da arrecadação? Além disso, a fonte de financiamento da educação que é o FUNDEB continua tendo como base de cálculo, o custo aluno e a matrícula. Se o custo aluno é o mesmo, como pode ocorrer aumento salarial no aporte que o “piso salarial” exige? Hoje já há uma discussão nacional entre gestores e sindicalistas de que é necessário desvincular os recursos educacionais aos limites constitucionais de 25% da arrecadação tributária para municípios e estados. É necessário vincular financiamento da educação a um percentual do PIB brasileiro, aumentando o volume de recursos para educação. Se o Brasil pretende ser um país de primeiro mundo, é necessário gastar mais com educação. Acho que propagandas que afirmam que passa pelo professor a transformação do país em nação desenvolvida, deveria lembrar que passa também por uma maior valorização desse profissional, e para isso é necessário dinheiro.
Os municípios têm que fazer o dever de casa e se adequar a essa nova realidade, ou seja, pagar o piso salarial, mas se não houver mais recursos, teremos que nos adequar a situação de financiamento. O que isso significa? Significa criar planos de carreira que revejam direitos como: regência de classe, percentuais de inter-níveis, entre outros.
A verdade é que os municípios têm recebido a maior sobrecarga resultante das mudanças estruturais que estão ocorrendo no estado brasileiro. Atualmente o Governo Federal baixou uma resolução criando critérios para a complementação federal para o “Piso salarial”, a qual exige dos municípios uma aplicação de no mínino 30% do orçamento com educação, ou seja, apesar da constituição fixar 25% de gastos do orçamento público com educação, o governo federal vinculou o repasse para complementar o “piso” a um maior gasto dos municípios. Isso é uma verdadeira intervenção à autonomia municipal.
Apesar disso, acho a iniciativa válida, visto que, como afirmei acima é necessário gastar mais recursos públicos para honrar o piso. Só que o Governo Federal fará festa com o dinheiro dos outros, ou seja, o gastará mais se os municípios gastarem mais.
Quais são as implicações disso? Colapso das finanças municipais, pois o município terá que deixar de investir em outras áreas igualmente necessárias. Além disso, há outro entrave: os limites com gasto de pessoal, previstos na “Lei de Responsabilidade Fiscal”. Esse será com toda certeza um fator impeditivo para a consolidação do piso. O fantasma da LRF, só estará afastado se as receitas melhorarem consideravelmente.
Se me perguntassem: há o que comemorar no “Dia do professor”? Eu teria uma resposta paradoxal: sim e não! Eu acho que as transformações e melhorias na educação estão muito lentas, o que deixa os professores apreensivos. Mas apesar de tantas contradições e dificuldades, mudanças estão acontecendo. Por isso, continuo otimista. A consolidação do “Piso salarial” não será fácil, e demandará muitas discussões e ajustes, mas será mais um passo para valorização do magistério. Espero que isso reflita na melhoria da qualidade da educação pública.
Sou representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais – UNDIME/SE no PROINFO
O problema é que no dia seguinte, o Sintese, cumprindo o seu compromisso,
elaborou uma proposta, mas ao entrar em contato com o prefeito, foi surpreendido
com a notícia de que o Secretário de Educação estava em Fortaleza numa reunião
da UNDIME e, portanto, não construíram nenhuma proposta.
O diálogo com os parlamentares do PT
Neste sentido, os dois parlamentares e o presidente do Sintese participaram
de uma audiência com o prefeito Denisson Deda e com o Secretário municipal de
Educação, professor Marcelo. “Negociamos junto à Administração Municipal que
novos cálculos e projeções devem ser feitos, com base na real arrecadação deste
ano, para garantirmos o pagamento do Piso Salarial. O prefeito e o secretário
apontam para a possibilidade de maiores investimentos na folha de pessoal da
educação, a partir desses novos estudos, e para novas rodadas de discussões ao
longo do ano”, anunciou Iran.
O parlamentar deixou claro, ainda, que a LRF não pode ser utilizada como
forma de ameaça de demissão de servidores, já que essa possibilidade só existe,
conforme a lei, como última alternativa caso a administração extrapole os seus
limites de gastos com despesas de pessoal.
Opinião sobre o texto de Joel Almeida
A primeira greve que o magistério municipal realizou foi ainda em 1991, sem a existência de qualquer sindicato, ou seja, foi um movimento dos próprios professores sem nenhum aparato institucional. Logo após o movimento recebemos o convite da professora Judite Rabelo, que representava o SINTESE na base estadual, para que nós nos filiássemos e criássemos uma Delegacia Sindical do SINTESE.
