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Arquivo para a categoria ‘educação’

Um balanço do primeiro semestre

Avaliando o foi realizado pela Secretaria Municipal de Educação no primeiro semestre desse ano considero que tivemos um início de ano satisfatório em alguns aspectos e ficamos devendo em outros. Acho que avançamos mais no aspecto pedagógico, graças a uma maior organização e entrosamento da equipe.

Apesar de fazer parte dessa equipe há muito tempo e no ano passado tê-la comandado como secretário, acho que esse ano implementamos algumas mudanças que poderão trazer a curto prazo um melhoria na relação entre professores, equipes diretivas e a secretaria. Esperamos que a nossa maior integração possa ter reflexo na melhor qualidade de ensino.

A equipe está atualmente sob o comando do Clóvis Andrade Franca que o Chefe do Departamento de Ensino. Entre algumas mudanças implantadas resolvemos esse ano começar um processo de transferência do trabalho de secretaria escolar, que era centralizado nossa sede, para as unidades escolares. Esse processo de transferência será lento e gradual, mas terá como resultado a liberação dos coordenadores e supervisores para a execução de atividades de acompanhamento mais efetivo nas escolas. Além disso, como somos um município prioritário para o MEC, visto que, apresentamos nos últimos anos um índice educacional muito baixo, o nosso município está sendo agraciado com uma grande oferta de formações continuadas para os professores, como: Pró-letramento, Gestar II, Pró-infantil, Proinfo Integrado, Formação para implantação dos Conselhos Escolares, etc. Além disso, estamos em processo de implantação do PDE Escola, em todas as unidades escolares, que muda substancialmente o modelo de gestão administrativa e financeira das escolas. As novas demandas que estão surgindo tem exigido cada vez mais, uma atuação mais intensa da nossa equipe pedagógica.
Entre as diversas ações realizadas considero que tivemos três eventos muito significativos esse ano. O primeiro foi o III Seminário Municipal de Educação realizado no início do ano, nos dias 04 e 05 de fevereiro, tendo como tema: “ Avaliando as Ações da Educação na busca de Novos Caminhos”, no BNB clube, que teve como conferencista a Professora Doutora Liana Torres, o segundo evento foi a nossa Audiência Pública, realizada nos dia 20 de maio, para divulgar e realizar a escolha dos delegados para o CONAE – Conferência Nacional de Educação. O terceiro evento foi a Exposição Coletiva realizada pelas escolas municipais no dia das comemorações da emancipação política de Simão Dias. A Exposição que teve como tema “Simão Dias: Uma história de muitas histórias”, foi realizada na Escola Estadual Fausto Cardoso, é foi prestigiada durante todo o dia e visitada por diversos munícipes. Destacamos também a presenças do Vice-governador Belivaldo Chagas, do Prefeito Denisson Déda, do Vice-prefeito Luiz Albérico, além de grande parte dos vereadores municipais.

A equipe pedagógica está organizando uma agenda de eventos para o segundo semestre. Acredito que teremos muitas novidades e realizações ainda esse ano. Apesar das dificuldades em outros aspectos, como a implantação do piso salarial e reforma de escolas a Secretaria Municipal de Educação segue seu rumo na tentativa de superar dificuldades e contribuir para que na área educacional a atual gestão possa avançar ainda mais na direção de uma educação de melhor qualidade para os simãodienses.

Conferência Nacional de Educação – CONAE

A Conferência Nacional de Educação – CONAE é um espaço democrático aberto pelo Poder Público para que todos possam participar do desenvolvimento da Educação Nacional.

Está sendo organizada para tematizar a educação escolar, da Educação Infantil à Pós Graduação, e realizada, em diferentes territórios e espaços institucionais, nas escolas, municípios, Distrito Federal, estados e país.

Estudantes, Pais, Profissionais da Educação, Gestores, Agentes Públicos e sociedade civil organizada de modo geral, terão em suas mãos, a partir de janeiro de 2009, a oportunidade de conferir os rumos da educação brasileira.

Tema da CONAE, definido por sua Comissão Organizadora Nacional, será: Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação.

A CONAE acontecerá em Brasília, de 28 de março a 1º de abril de 2010, será precedida de Conferências Municipais, previstas para o primeiro semestre de 2009 e de Conferências Estaduais e do Distrito Federal programadas para o segundo semestre do mesmo ano. A Portaria Ministerial nº 10/2008 constituiu comissão de 35 membros, a quem atribuiu as tarefas de coordenar, promover e monitorar o desenvolvimento da CONAE em todas as etapas. Na mesma portaria foi designado o Secretário Executivo Adjunto Francisco das Chagas para coordenar a Comissão Organizadora Nacional.

A Comissão Organizadora Nacional é integrada por representantes das secretarias do Ministério da Educação, da Câmara e do Senado, do Conselho Nacional de Educação, das entidades dos dirigentes estaduais, municipais e federais da educação e de todas as entidades que atuam direta ou indiretamente na área da educação.

CONAE em Simão Dias

A Secretaria Municipal de Educação já realizou a audiência pública para divulgar a conferência e escolher os delegados municipais. A Conferência Municipal foi realizada em 20 de maio e teve como conferencistas, o secretário municipal, Claúdia Patrícia, Clóvis Franca e Geraldo Henrique. Contamos com a presença de professores, alunos e representantes da sociedade civil. Após a conferência foram escolhidos 60 delegados. A delegação simãodiense realizou três encontros para discutir o documento referencial. A nossa expectativa é participar na etapa regional e posteriormente na etapa estadual, com propostas pontuais que possam aprimorar o sistema educacional brasileiro. A cidade de Simão Dias foi a primeira cidade da região centro sul a realizar a audiência pública. Parabenizo todos os membros da comissão de organização do CONAE, pelo sucesso obtido na etapa municipal.

Membros da Comissão Municipal:

Marcelo Domingos de Souza
Clóvis de Andrade Franca
Claúdia Patrícia S. de Santana
Geraldo Henrique dos S. Prata
Maria Cristina Góis de Jesus
Josefa de Fátima F. Pimentel
José Souza Lima
Cátia Rosa dos Reis


Plataforma Freire

O Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica é resultado da ação conjunta do Ministério da Educação (MEC), de Instituições Públicas de Educação Superior (IPES) e das Secretarias de Educação dos Estados e Municípios, no âmbito do PDE – Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação – que estabeleceu no país um novo regime de colaboração da União com os estados e municípios, respeitando a de autonomia dos entes federados.

A partir de 2007, com a adesão ao Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, os estados e municípios elaboraram seus respectivos Planos de Ações Articuladas, onde puderam refletir suas necessidades e aspirações, em termos de ações, demandas, prioridades e metodologias, visando assegurar a formação exigida na LDB para todos os professores que atuam na educação básica.

Os Planejamentos Estratégicos foram aprimorados com o Decreto 6.755, de janeiro de 2009, que instituiu a Política Nacional de Formação dos Profissionais do Magistério da Educação Básica, com a finalidade de organizar, em regime de colaboração da União com os estados, Distrito Federal e municípios, a formação inicial e continuada desses profissionais.

O Plano Nacional de Formação é destinado aos professores em exercício das escolas públicas estaduais e municipais sem formação adequada à LDB, oferecendo cursos superiores públicos, gratuitos e de qualidade, com a oferta cobrindo os municípios de 21 estados da Federação, por meio de 76 Instituições Públicas de Educação Superior, das quais 48 Federais e 28 Estaduais, com a colaboração de 14 universidades comunitárias.

Por meio deste Plano, o docente sem formação adequada poderá se graduar nos cursos de 1ª Licenciatura, com carga horária de 2.800 horas mais 400 horas de estágio para professores sem graduação, de 2ª Licenciatura, com carga horária de 800 a 1.200 horas para professores que atuam fora da área de formação, e de Formação Pedagógica, para bacharéis sem licenciatura. Todas as licenciaturas das áreas de conhecimento da educação básica serão ministradas no Plano, com cursos gratuitos para professores em exercício das escolas públicas, nas modalidades presencial e a distância. O professor fará sua inscrição nos cursos por meio de um sistema desenvolvido pelo MEC denominado Plataforma Paulo Freire, onde também terá seu currículo cadastrado e atualizado. A partir da pré-inscrição dos professores e da oferta de formação pelas IES públicas, as secretarias estaduais e municipais de educação terão na Plataforma Freire um instrumento de planejamento estratégico capaz de adequar a oferta das IES públicas à demanda dos professores e às necessidades reais das escolas de suas redes. A partir desse planejamento estratégico, as pré-inscrições são submetidas pelas secretarias estaduais e municipais às IES públicas, que procederão à inscrição dos professores nos cursos oferecidos.

Novos desafios a superar!

25 de abril de 2009 1 comentário

 

Sem a participação do pais uma educação de qualidade é quase impossível.

Sem a participação do pais uma educação de qualidade é quase impossível.

A Secretaria Municipal de Educação tem novos desafios a superar! O maior desafio é melhorar a qualidade da escola pública. Para isso é necessário uma mobilização social em torno dessa proposta. Por que é necessário mobilizar a sociedade?

Em primeiro lugar, uma melhor educação traz ganho para a sociedade como um todo e particularmente garante possibilidade de inserção social para as pessoas. Não é possível implementar uma educação de qualidade que seja de iniciativa unilateral do governo, ou mesmo, unilateralmente dos professores e funcionários da educação.

A democratização da educação pública teve origem com a formulação do estado moderno, após a difusão dos ideais iluministas. Os iluministas (séc. XVIII) diziam que a educação deveria ser um dever do estado e um direito do cidadão, defendiam que – “E preciso educar as crianças, para não ter que punir os homens” e que “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”- (Rousseau). Até o século XVIII a educação era um direito privativo das classes abastadas. O ideal iluminista não objetivava somente dar o acesso à educação, a todas as classes, mas sobretudo emancipar o homem através do conhecimento. Infelizmente, ter acesso a educação ainda não é a garantia de emancipação. É preciso uma educação de qualidade!

É ingenuidade dos governos em pensar que haverá melhor rendimento escolar sem que haja o envolvimento de pais e comunidade nesse processo. Os professores têm todos os dias, encarado situações das mais adversas para realizar o seu ofício. São alunos desmotivados, famintos e despreparados para o processo de aprendizagem. Tem sido um grande drama para os professores ter que lidar com variáveis que não podem controlar. Lidar com alunos carentes e que muitas vezes não tiveram em suas residências noções elementares de educação tem sido uma variável a mais a ser superada, o que impede um boa andamento da aula diária. No entanto, foi difundido que educar é dever da escola, como se fosse um papel privativo da mesma, quando na verdade o papel de educar é de toda sociedade e de todas as instituições. Já foi possível constatar que alunos que apresentam problemas familiares não apresentam um bom rendimento escolar. Isso demonstra que tudo está interligado e a melhoria da educação passa também, por uma melhoria da qualidade de vida da população, por uma maior distribuição de renda, pelo acesso a outros direitos sociais e individuais. Por esse motivo faz-se urgente políticas que aproximem os pais de alunos da comunidade escolar. Brevemente a administração estará implementando nas escolas municipais os “Conselhos Escolares”. Esses conselhos têm uma dimensão democrática de gestão e visa criar um ambiente participativo para os mais diversos atores sociais na decisão, planejamento e projeto político das escolas. Quando os pais forem chamados a participar poderão então entender com clareza qual o seu papel no processo de aprendizagem. Sem os pais o a tarefa é quase impossível!

As idéias de Jean-Jacques Rousseau

Todo homem nasce bom. E a sociedade que o comrompe

"O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe"

 

As idéias de políticas de Jean-Jacques Rousseau foram expostas na obra “Contrato Social”, cuja obra teoriza a procura um Estado social legítimo, próximo da vontade geral e distante da corrupção. A soberania do poder, para ele, deve estar nas mãos do povo, através do corpo político dos cidadãos.

Trechos e frases da obra de Rousseau

  • “O homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros. Quem se julga o senhor dos outros não deixa de ser tão escravo quanto eles.”
  • “A maioria de nossos males é obra nossa e os evitaríamos, quase todos, conservando uma forma de viver simples, uniforme e solitária que nos era prescrita pela natureza”
  • “O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer ‘isto é meu’ e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém’”
  • “E quais poderiam ser as correntes da dependência entre homens que nada possuem? Se me expulsam de uma árvore, sou livre para ir a uma outra”
  • “A meditação em locais retirados, o estudo da natureza e a contemplação do universo forçam um solitário a procurar a finalidade de tudo o que vê e a causa de tudo o que sente”
  • “A única instituição que ainda se constitui natural é a Família “
  • “O escravo não é propriedade do outro, mas não deixa de ser homem “
  • “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.”

Novos desafios a superar!

A Secretaria Municipal de Educação tem novos desafios a superar! O maior desafio é melhorar a qualidade da escola pública. Para isso é necessário uma mobilização social em torno dessa proposta. Por que é necessário mobilizar a sociedade? 
Em primeiro lugar, uma melhor educação traz ganho para a sociedade como um todo e particularmente garante possibilidade de inserção social para as pessoas. Não é possível implementar uma educação de qualidade que seja de iniciativa unilateral do governo, ou mesmo, unilateralmente dos professores e funcionários da educação. 
A democratização da educação pública teve origem com a formulação do estado moderno, após a difusão dos ideais iluministas. Os iluministas (séc. XVIII) diziam que a educação deveria ser um dever do estado e um direito do cidadão, defendiam que - “E preciso educar as crianças, para não ter que punir os homens” e que “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”- (Rousseau). Até o século XVIII a educação era um direito privativo das classes abastadas. O ideal iluminista não objetivava somente dar o acesso à educação, a todas as classes, mas sobretudo emancipar o homem através do conhecimento. Infelizmente, ter acesso a educação ainda não é a garantia de emancipação. É preciso uma educação de qualidade! 
É ingenuidade dos governos em pensar que haverá melhor rendimento escolar sem que haja o envolvimento de pais e comunidade nesse processo. Os professores têm todos os dias, encarado situações das mais adversas para realizar o seu ofício. São alunos desmotivados, famintos e despreparados para o processo de aprendizagem. Tem sido um grande drama para os professores ter que lidar com variáveis que não podem controlar. Lidar com alunos carentes e que muitas vezes não tiveram em suas residências noções elementares de educação tem sido uma variável a mais a ser superada, o que impede um boa andamento da aula diária. No entanto, foi difundido que educar é dever da escola, como se fosse um papel privativo da mesma, quando na verdade o papel de educar é de toda sociedade e de todas as instituições. Já foi possível constatar que alunos que apresentam problemas familiares não apresentam um bom rendimento escolar. Isso demonstra que tudo está interligado e a melhoria da educação passa também, por uma melhoria da qualidade de vida da população, por uma maior distribuição de renda, pelo acesso a outros direitos sociais e individuais. Por esse motivo faz-se urgente políticas que aproximem os pais de alunos da comunidade escolar. Brevemente a administração estará implementando nas escolas municipais os “Conselhos Escolares”. Esses conselhos têm uma dimensão democrática de gestão e visa criar um ambiente participativo para os mais diversos atores sociais na decisão, planejamento e projeto político das escolas. Quando os pais forem chamados a participar poderão então entender com clareza qual o seu papel no processo de aprendizagem. Sem os pais o a tarefa é quase impossível!

A visão de Jean-Jacques Rousseau

As idéias de políticas de Jean-Jacques Rousseau foram expostas na obra “Contrato Social”, cuja obra teoriza a procura um Estado social legítimo, próximo da vontade geral e distante da corrupção. A soberania do poder, para ele, deve estar nas mãos do povo, através do corpo político dos cidadãos.

 Trechos e frases da obra de Rousseau 

  • “O homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros. Quem se julga o senhor dos outros não deixa de ser tão escravo quanto eles.”
  • “A maioria de nossos males é obra nossa e os evitaríamos, quase todos, conservando uma forma de viver simples, uniforme e solitária que nos era prescrita pela natureza”
  • “O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer ‘isto é meu’ e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém’”
  • “E quais poderiam ser as correntes da dependência entre homens que nada possuem? Se me expulsam de uma árvore, sou livre para ir a uma outra”
  • “A meditação em locais retirados, o estudo da natureza e a contemplação do universo forçam um solitário a procurar a finalidade de tudo o que vê e a causa de tudo o que sente”
  • “A única instituição que ainda se constitui natural é a Família “
  • “O escravo não é propriedade do outro, mas não deixa de ser homem “
  • “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.”

Entrevista Concedida ao Jornal "O Ponto"

Segue abaixo na íntegra a entrevista concedida ao Jornal “O Ponto”, publicada na edição de março de 2009, ano I, Edição 02, página 10;

O Ponto – Como surgiu a idéia ou convite para assumir a pasta da Educação?

Marcelo - O convite na verdade foi de permanecer secretário, visto que, na gestão anterior eu já estava assumindo essa função. Atribuo o convite atual e o anterior à amizade e proximidade que tenho a Denisson, pois quando Zé Valadares o convidou a assumir a Secretaria Municipal de Educação, Denisson me fez o convite para atuar na equipe da Secretaria. Posteriormente se estreitou a relação política e profissional com Zé Valadares e com as demais lideranças políticas do município. A identificação com a pasta da educação decorre do fato de eu ser professor do magistério municipal e estadual. A minha permanência na Secretaria se deve a relação de confiança que mantenho com o Prefeito Municipal, bem como, o objetivo em comum de implementar uma educação de qualidade, pautada na cidadania e valorização do magistério.

O Ponto – Quais as ações já desenvolvidas em sua gestão?

Marcelo – Estou retomando algumas ações implementadas na gestão anterior e intensificando outras. O Município de Simão Dias é considerado prioritário pelo MEC, pois tivemos um IDEB (índice de Desenvolvimento da Educação Básica) baixo. Para sanar essa deficiência foi firmado em 2007, uma Plano de Ações Articuladas(PAR), entre Município e Governo Federal . Essas ações visam possibilitar melhor formação para o magistério, bem como, a melhoria progressiva da infraestrutura da rede educacional. Algumas ações importantes estão em andamento, como; implantação do conselho municipal de educação, criação do sistema municipal de educação, elaboração de um plano de carreira e um estatuto para o magistério. Esses elementos são primordiais para uma realidade educacional mais moderna e eficiente para o futuro. O ano letivo está no começo e tivemos muitas demandas acumuladas em um único momento. Isso não tem sido fácil! Temos todas as creches sob o controle da Secretaria Municipal de Educação, isso é algo novo, pois até o ano anterior estava sob o controle da Secretaria de Ação Social. Estamos em processo de licitação para aquisição da Alimentação Escolar para Creches, o que tem acarretado adiamento no funcionamento das mesmas. Já a rede de ensino fundamental está em pleno funcionamento, e apesar de necessitar de pequenos ajustes, começamos de forma satisfatória com um grande Encontro de professores realizado no BNB Clube.

O Ponto – Qual o perfil do seu trabalho?

Marcelo – Tenho tido uma atuação democrática, sensível e ao mesmo tempo sincera de gestão. Democrática pois tento trabalhar em equipe e de forma participativa. Sensível pois estou aberto a críticas e sugestões. Essa atuação possibilitou um diálogo maior com os atores educacionais (professores, diretores, servidores de apoio, alunos e pais). A Secretaria estabeleceu um diálogo com todos, seja para sensibilizar sobre as nossas dificuldades, seja para entender os problemas dos outros. E sincera pois temos que focar no objetivo coletivo em detrimento do individual, isso implica em não se distanciar do objetivo principal que é educar crianças, adolescentes, jovens e adultos. Tudo isso atento ao que é legal e certo.

O Ponto -Quais as dificuldades enfrentadas?

Marcelo – Necessidades e demandas altamente superiores aos meios de saná-los; Escassez de recursos públicos; Estrutura física das escolas totalmente depreciada e mal planejada; Falta de motivação e disciplina de alunos; Falta de preparo e motivação de parte dos professores; Pais e responsáveis distantes da escola; Falta de sintonia entre a equipe da secretaria e os objetivos da administração;

O Ponto -Quais as dificuldades enfrentadas?Recentemente foi publicado no jornal da cidade, que Simão Dias poderia estar fora da merenda escola, porque isso aconteceu?Esse problema já foi sanado?

Marcelo – O problema realmente ocorreu, pois houve um atraso na reformulação e composição do novo conselho da Merenda Escolar. Após a formalização do Conselho deveria ocorrer o cadastramento do mesmo junto ao MEC. Essa reformulação ocorre regularmente a cada dois anos. O atraso foi momentâneo e não chegou a acarretar nenhum problema para administração. O problema foi sanado a duas semanas atrás. A merenda escolar teve um pequeno atraso por outro fator: o processo licitatório. O processo licitatório é obrigatório e necessário, e visa diminuir os custos de aquisição de produtos, valorizando e economizando os recursos públicos. É pena que seja burocrático e demorado.

O Ponto -Quais as dificuldades enfrentadas?Foi confirmado no seminário promovido por essa secretaria, que o piso salarial já seria instituído em fevereiro, isso não ocorreu, Por quê?

Marcelo – Por que ainda estamos analisando qual alternativa de pagamento mais satisfatória para cumprir a lei. O fato é que o piso implica em um aumento substancial da folha de pagamento do magistério. E não temos recursos suficientes para saldar esse pagamento. Isso implicará em adequação do plano de carreira atual a uma realidade possível. Para isso é preciso analisar com responsabilidade o direcionamento a se tomar. A vontade de corresponder à expectativa da categoria é grande, e isso provoca precipitações semelhantes ao que ocorreu no seminário. A cautela é boa para todos, visto que, o piso já está assegurado. A decisão a ser tomada implicará em retroatividade o que garante impossibilidade de perdas para o magistério.

O Ponto -Quais as dificuldades enfrentadas?Recentemente os professores foram surpreendidos com uma redução considerável em seus salários que repercutiu de forma assustadora nos quatro cantos do município, revoltas, comentários desagradáveis, situações críticas, pois se esperava aumento, e o que veio foi corte! Como pode ser explicada essa situação?

Marcelo – Essa situação é extremamente desconfortável tanto para professores, quanto para administração. Os problemas ocorridos em folha não são intencionais, e decorrem do processo de reformulação do sistema de pagamentos. Até que o sistema, que gera a folha, esteja em pleno funcionamento é possível que ocorra erros. Os descontos ocorridos nos salários serão devolvidos.

O Ponto -Quais as dificuldades enfrentadas?Secretário, a questão do piso salarial tem causado mal estar em todo o Estado. O que está acontecendo para impedir a implantação e por que alguns municípios pagam e outros não?

Marcelo – O piso salarial é grande conquista do magistério, no entanto, sua implantação é carregada de equívocos. O problema é que o piso foi criado por uma lei que prevê uma transitoriedade na aplicação, com regras não muito claras de como se proceder. O piso garante um parâmetro mínimo de R$ 950,00 para professores de formação em nível médio com jornada de 200 horas. No entanto, esse parâmetro é insuficiente para definir pagamentos de níveis de formação diferentes. Isso conduziu a alternativas diferenciadas de pagamentos em vários estados e municípios. Cada um interpreta como quer e paga como quer. Cada estado e município têm uma legislação própria com previsão de direitos e vantagens. Reside ai a complexidade do piso pois os parâmetros de aplicação tem que se adequar a plano de carreira de cada rede. O maior entrave é a falta de recursos para honrar pagamentos, pois, o piso aponta para um ganho salarial sem repassar para municípios e estados nenhum recurso a mais para suportar o aumento. No caso de Simão Dias o município tem um agravante que é uma regência de classe de 50%, que incide sobre o salário base, o que torna a aplicação do atual plano de salários inviável. Isso tem exigido da Secretaria uma análise mais criteriosa de como efetuar o pagamento do piso no município de Simão Dias.

Agradeço a redação do jornal “O Ponto” a liberação da matéria supracitada, e aproveito para parabenizar pela qualidade e isenção política que os organizadores têm demonstrado. A impresa tem um papel fundamental em esclarecer, cobrar e dar voz à população. Simão Dias precisa de um jornal de qualidade como o: “O Ponto”.

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