A Revolução de 1930 em Sergipe

25 25UTC agosto 25UTC 2010 Deixe um comentário

Os anos que antecedem a revolução 1930 em Sergipe e que coincidem com os primeiros anos do regime republicano têm como principal característica à dominação de frações dominantes e oriundas do patronato rural composto principalmente pelos grandes produtores de açúcar, seguido de proprietários rurais oriundos da criação de gado ou cultura de exportação como o algodão. A primeira fase republicana é marcada pelo domínio da facção liderada pelo Monsenhor Olímpio Campos. Após a morte de Olímpio Campos o controle do poder é permutado entre lideranças tradicionais, como o General José Siqueira Menezes (1911-1914) , Oliveira Valadão (1914-1918) Coronel Pereira Lobo(1918-1922), Graco Cardoso (1922-1926) e Manoel Correia Dantas (1927-1930). Essa fase é marcada pela hegemonia do das classes patronais da onde inexiste praticamente a organização de classes operárias e subalternas. Trata-se de um período marcado pelo autoritarismo e pelo coronelismo conforme cita Ibarê Dantas “Os grupos oligárquicos que controlava a sociedade política sob a chefia de religiosos, civis e militares enquadrava-se na ideologia e nos interesses materiais da classe dominante, organizando-a sob a hegemonia da fração ligada ao açúcar”. (Dantas. pág. 20). Apesar do predomínio das oligarquias, Sergipe ainda foi palco de alguns movimentos reformista, como: a Reação Republicana, o Movimento Tenentista em 1924, além da campanha da Aliança Liberal em 1926.

A República se impõe como regime, coincidindo exatamente com os anseios e mentalidade dos grandes cafeicultores do sudeste brasileiro. Logo, a produção cafeeira tornou-se o carro-chefe da economia da primeira república, relegando o açúcar ao segundo plano. Nesse cenário a economia sergipana que é predominantemente açucareira permanece praticamente inalterada. “A nível nacional o complexo exportador cafeeiro encontra nesse momento termo do seu predomínio, no âmbito da estrutura econômica do Estado de Sergipe, os setores fundamentais continuavam com as mesmas tendências que vinha desenvolvendo na Primeira República. É possível verificar que a produção açucareira permanece como a base econômica do Estado de Sergipe. No entanto é possível verificaram as mudanças no setor produtivo como: a substituição dos engenhos bangüês por usinas mecanizadas. A economia açucareira é vitimada por inúmeras crises, principalmente pela ocorrência de secas, como também, a concorrência com outros estados e a exemplo de São Paulo e Rio de Janeiro, que após a criação do Instituto do Açúcar e do Álcool, no governo de Getúlio, passa a receber maior atenção e investimentos do governo, relegando o nordeste a segundo plano.ano.
Outras culturas que merece destaque na economia sergipana desse período e a produção da cultura algodoeira e a pecuária. A produção algodoeira, além de se constituir em matéria-prima para as fábricas têxteis, existentes no Estado, era exportado tanto em forma de pluma como através de subprodutos tais como farelo de caroço e óleo. A produção de tecidos nesse período representava a principal atividade econômica do estado fora do setor rural. A produção açucareira entrará em declínio pelos anos 40. Enquanto isso, a ascensão da pecuária manifestar-se-á duradoura e progressiva.

As Interventorias

Com a revolução de 1930, chegam ao poder do Estado os militares como delegados do poder central. Após governos provisórios efêmeros, o assume o governo Augusto Maynard Gomes. O tenente Maynard era uma figura revolucionária de maior destaque em Sergipe. Compôs uma junta governativa com participantes do movimento tenentista em Sergipe. Parte das facções dominantes conseguiram representar-se junto ao aparelho do Estado, com exceção dos representantes da facção açucareira. A administração de Maynard, se pautada sobre discurso da neutralidade política, tentando se esquivar das disputas partidárias. A interventoria favorecia os setores fundamentais da economia, demonstrando que não se pretendia nenhum modelo econômico alternativo, embora do ponto de vista político seja possível observar algumas tendências a modificações da estrutura do poder. No aspecto político é possível verificar o avanço, quanto à organização da classe trabalhadora. Liberdade de organização em sindicatos e federações, além de inúmeros movimentos grevistas. No entanto o apoio da interventorias, visava implementar avanços na legislação trabalhista, implementadas pela política de Vargas. Apesar de avançar as relações entre capital e trabalho, garantindo direitos dos trabalhadores, as políticas sociais implementadas no pós 30, visavam modernizar as relações capital-trabalho, sendo totalmente desvinculados de uma visão socialista. Nesse sentido Maynard reproduz em Sergipe a máquina de Getúlio Vargas, “Um governo pai dos pobres”. Tratava-se de um governo que apoiava a organização dos trabalhadores dentro da ordem, isto é, uma proteção controlada.

Maynard, ampliou a sua base de apoio político, através do congresso das municipalidades, aproximando políticos e setores da sociedade sergipana ao governo. Esse movimento que teve como principal articulador, Carvalho Neto, servia para sentir a receptividade e as reações das tendências reformistas do governo.

A Internet é um lugar de autoria ou de plágio?

15 15UTC agosto 15UTC 2010 Deixe um comentário
É um lugar de autoria! Apesar de o plágio ser a prática dominante na web, a potencialidade de produção autoral que a web possibilita permite darmos uma relevância a esse aspecto, por ser tratar de uma inovação incrível, e sem precedentes, que temos disponível hoje.
O aspecto que julgo como um componente fundamental para defender essa opinião reside no processo de democratização da informação que a web possibilitou, e, além disso, a possibilidade de produzir conteúdo e conhecimento, e divulgá-lo de forma simples e barata.
Há décadas atrás quem poderia pensar em disponibilizar textos, músicas e vídeos autorais, para o universo que a web possibilita. Muitos autores e artista têm na web a possibilidade de divulgar suas criações e seus conteúdos, sem estar preso a editoras e gravadoras, e sair do anonimato. Isso é sem dúvida uma revolução!
Com a web 2.0, onde todos podem interagir com o conteúdo encontrado, opinando, modificando, acrescentando, discordando e resignificando, podemos de certa forma ser co-autor de grande parte do conteúdo disponibilizado. Pedro Demo descreve a importância da web 2.0:
Nessa esteira, as novas tecnologias têm contribuído da maneira muito surpreendente, à medida que propõem plataformas virtuais que facultam autoria crescente. Não se trata de resultados mecânicos, mas de possibilidades ou potencialidades. Na discussão muito interessante sobre web 2.0 e seguintes28, o foco se põe sobre softwares que implicam a participação ativa do “usuário”, que deixaria de ser apenas usuário para tornar-se partícipe. Assim pode ocorrer nos blogs (publicação de textos individuais) e wikis (elaboração de textos coletivos), bem como no software livre e outros ambientes nos quais as pessoas elaboram textos.
Quanto ao plágio, é inegável que essa prática é amplamente utilizada na web, no entanto, a web pode também significar a contenção da mesma. Por quê? Porque nas escolas, universidades, os educadores sempre tiveram dependência de conteúdos autorais, que geralmente eram disponibilizados em livros. O plágio, sempre esteve presente nesses ambientes. Os livros sempre foram para professores uma fonte inquestionável de saberes e conhecimento. Geralmente os mestres se valiam de algum autor mais renovado ou famoso, para adotar sua obra como parâmetro de conhecimento. E a todos era reservado seguir a linha de um autor e reproduzir sua abordagem. Logo, era comum também copiar, e fotocopiar obras e livros, resenhar, resumir e fichar as mesmas. Os trabalhos monográficos e artigos, nada mais eram que uma síntese ou compilação de obras de autores renomados. Logo, podemos refletir se o plágio é um fenômeno da web, ou uma prática habitual do nosso modelo educacional?
Há possibilidade de produzir e publicar algo realmente autoral é extremamente facilitado pelo uso das tecnologias e da web. O que se produz de conhecimento nas escolas e universidades pode ser disponibilizado para um universo de pessoas que se interessem pelo conteúdo produzido.
Nesse sentido concordo com a visão de Pedro Demo quando diz:
Saber pensar não se restringe mais a uma atividade recolhida, ensimesmada, produto de uma cabeça privilegiada, mas assume o desafio de tornar-se jogo coletivo. Não esperamos mais que algumas pessoas saibam pensar e, por isso, pensem pelas maiorias. Levantamos agora a expectativa de que a população saiba pensar.
Quanto ao trabalho do docente, concordo com a tese de Demo de que o modelo de professor, que transmite conteúdo está com os dias contados. Não é mais possível impor a uma geração nativa digital um modelo de aprendizado praticado há séculos, onde a passividade é o requisito primordial. Pedro Demo alerta:
De fato, o docente que apenas transmite informação através de aula instrucionista está com os dias contados, porque o mundo virtual vai substituí-lo com vantagem. No entanto, o professor maiêutico, envolvido com a aprendizagem profunda do aluno na condição de orientador e avaliador, além de motivador, é, a rigor, insubstituível.
Logo, concluo que a web é sim um espaço para um trabalho autoral, e mais, é a mais eficiente ferramenta que temos para produzir conhecimento e o torná-lo universal. Cabe aos professores perceberem que são “peças chaves” nesse processo. Para isso, basta se libertar do modelo que lhe foi imposto como o perfeito e se jogar no novo desafio de trilhar por novos caminhos que a principio parecem inseguro, mas que com toda certeza é o que permanecerá.

Como a mídia e a cultura se relacionam numa sociedade como a nossa?

15 15UTC agosto 15UTC 2010 Deixe um comentário
Como a mídia e a cultura se relacionam numa sociedade como a nossa?

Hipótese – A nossa sociedade atual é chamada de “Sociedade da Informação”, o que demonstra que os recursos de mídias são mais do que elementos culturais, ou seja, constituem parte da estrutura social, sob a qual a sociedade moderna está organizada, e cuja ausência deixaria a sociedade em colapso.

Teoricamente cultura é um conceito bem amplo e congrega tudo que faz parte das relações humanas e sociais. Logo, qualquer recurso tecnológico e seu uso fazem parte desse conjunto amplo que constitui a cultura. Mas podemos observar que as mídias têm na sociedade atual uma importância essencial, ou seja, é parte do arcabouço institucional que sustenta a sociedade moderna.

Não podemos conceber uma sociedade sem computadores, televisores, satélites, telefones, rádios e internet, bem como, a informação que circulam por esses veículos de comunicação. É poderemos pesar num mundo sem esses recursos? É pensar no caos!

Podemos observar então que esses recursos pela sua importância podem determinar os elementos culturais de uma sociedade, criando hábitos, necessidades, consumo, tendências, opiniões, valores, regras, sentimentos, etc. Logo, as mídias conforme defendo em minha hipótese sobrepujaram a cultura, determinando modelos de cultura a serem aplicadas. A cultura de massa é um exemplo, pois é a mídia é que determina qual o produto cultural a sociedade deve consumir, e bem como, qual o produto cultural as elites devem ter acesso.


A mídia tem um grande poder de controle social, e parte da nossa cultura é um produto fabricado por quem detém o controle desse recurso. 

Análise do texto "Integração de mídias e a reconstrução da prática pedagógica"

15 15UTC agosto 15UTC 2010 Deixe um comentário
O texto “Integração de mídias e a reconstrução da prática pedagógica”, de Maria Elisabete Brisola Brito Prado, aborda pontos chaves que devem nortear o novo fazer pedagógico atual. O título do texto, considerando os vários aspectos abordados poderia ser: A reconstrução da prática pedagógica através da integração de mídias. Por quê? Obviamente pelo fato de a inserção de recursos tecnológicos serem necessária e inevitável.
A autora destaca o cuidado que deve ser tomado para que, ao invés de se criar uma integração de mídias se crie uma justaposição, onde os recursos tecnológicos passam a ter maior importância do que o fazer pedagógico. Para que isso não ocorra a autora aponta a pedagogia de projetos como o eixo norteador da prática pedagógica. Para a mesma é preciso ressignificar os conceitos e as estratégias utilizadas, ampliando o seu escopo de análise e compreensão.
Maria Prado afirma, citando:
“…, essa abordagem pedagogia requer do professor uma postura diferente daquela habitualmente utilizada no sistema da escola, ou seja, requer uma postura que concebe a aprendizagem como um processo que o aluno constrói como produto do processamento, interpretação, da compreensão da informação”.
Para a autora a integração se dá quando a ação pedagógica e a utilização dos recursos de mídias se completam, tornando um todo, o inteiro. Para isso é necessário que o professor aprenda a usar os recursos de mídia pedagogicamente. Isso exige saber, como, o quê, e o porquê usar os recursos de mídias.
Uma competência necessária, segundo a autora, para ser um professor que terá sucesso ao utilizar recursos de mídias é ser um mediador pedagógico. A mediação pedagógica exige do professor ações reflexivas e investigativas sobre seu papel. A autora cita Perrenoud: “… o seu papel concentra-se na criação, gestão e na regulação das situações de aprendizagem”.
Outro aspecto importante faz parte da abordagem é que o professor deve sair da condição de detentor do conhecimento, para a condição de facilitador do conhecimento. Nesse processo o professor deve ter uma postura de aprendente e de ensinante. Trata-se de um processo de diálogo.
A reconstrução da prática pedagógica é outro aspecto relevante na abordagem. Para a autora é necessário compreensão e a articulação de novos referenciais pedagógicos que envolvem os conhecimentos das especificidades das mídias.

Relatório sobre pesquisa na web usando Google

15 15UTC agosto 15UTC 2010 Deixe um comentário



Ao realizar os exercícios propostos é possível verificar o quanto a máquina de procura do Google pode ser eficiente e menos complicada do que parece. Quando estabelecemos uma pesquisa generalizada e sem nenhum critério mais específico, a tendência e ter que navegar através de diversas páginas disponibilizadas, o que aumenta consideravelmente o tempo de procura. É como procurar uma agulha no palheiro. Ao realizar os exercícios percebi que algumas procuras em que se utilizam critérios mais específicos podem fornecer opções que jamais seriam disponibilizadas se fossem solicitadas genericamente.

Outro aspecto importante é perceber que a pesquisa avançada ou por imagens, vídeos e mapas, possibilitam outras possibilidades que geralmente não são exploradas. Critérios mais elaborados de pesquisas são fundamentais para explorar a potencialidades da web. No entanto, percebo que os mesmos devem ser adquiridos através de um treinamento prévio. A assimilação e simples. Os exercícios possibilitam o aprendizado e conseqüentemente a prática. Como acontece com a maioria dos softwares, geralmente as pessoas se valem do trivial e exploram superficialmente as grandes possibilidades e facilidades que cada software possui. As técnicas para uma boa procura da web permitem ao usuário a percepção de que os buscadores têm um grande arsenal de ferramentas e que podem facilitar o acesso ao conteúdo da web.

Texto sobre motor de procura e pesquisa na web

15 15UTC agosto 15UTC 2010 Deixe um comentário
Para que tipo (ou necessidade) de busca os diretórios são mais adequados?

Os diretórios são mais adequados para pesquisas mais especificas e conteúdos mais confiáveis, pois os diretórios estabelecem critérios para o armazenamento. Após a solicitação da armazenagem por um cliente os administradores do diretório, só validam a hospedagem do conteúdo após checagem. Isso permite no mínimo que o assunto relacionado nos diretórios específicos de um determinado tema tem uma relação e uma coerência. Nesse sentido favorece um acesso mais rápido e confiável para quem quer realizar uma pesquisa acadêmica.
E as máquinas de busca?
Já as máquinas de busca fazem um rastreamento de conteúdo baseado em palavras chaves e conteúdos. Os motores de busca não passam pelo crivo humano, logo, pode fornecer conteúdos sem critérios mais cuidadosos, apesar de oferecer uma maior disponibilidade de conteúdo. Como a oferta de conteúdo e quase ilimitada sobre uma temática pesquisada os motores de busca pode ofertar informações de boa ou péssima qualidade, o que exige que o pesquisador disponha de mais tempo para obter conteúdo confiável e de boa qualidade.
O volume de resultados obtidos foi equivalente nos ambientes utilizados?
São equivalentes, mas os diretórios são notadamente mais específicos e criteriosos com o conteúdo.
E quanto à qualidade?
A qualidade é relativa, a oferta de conteúdo em um diretório depende da motivação de quem o produziu, logo, não podemos consideram que tudo que está em um diretório é o melhor da web. Podemos encontrar boas produções nos motores de busca, que não foram disponibilizados na web.
Os dados se mostraram mais atualizados em algum dos ambientes?
Os motores de busca possuem um dinâmica de atualização, apesar de conteúdos mais antigos quase sempre aparecerem bem posicionados nas pesquisas, pelo fato de terem sido mais acessados, o que relega os conteúdos mais atualizados a um posicionamento inferior. Isso é o grande problema nos motores de busca, pois nem sempre a qualidade fica evidenciado. 

Roteiro de jogo RPG para uso pedagógico em sala de aula

15 15UTC agosto 15UTC 2010 Deixe um comentário
Turma específica: 2ª série do Ensino Médio, com 30 alunos.

Tema: Os bastidores de revolução.
O jogo remonta o período colonial brasileiro, nos idos do século XVIII, mas precisamente no ano que antecede a inconfidência mineira. O jogo remonta um roteiro fictício que supostamente teria sido os bastidores da inconfidência mineira, com reuniões secretas e tarefas e operações que visam organizar o movimento de independência marcado para o dia da derrama. O jogo terá basicamente quatro personagens centrais, como protagonistas, podendo envolver no processo, a inserção de novos jogadores que deverão desempenhar papéis, coadjuvantes que dão sustentação a trama. Cada um executará atribuições e procedimentos revolucionários ou contra-revolucionários relacionados a papéis sociais a que estão ligados.
Basicamente terão que compor esse universo de conspiração e articulação do movimento, um personagem chamado Cladium ( Corresponde ao poeta Cláudio Manoel da Costa), que tem como maior habilidade ter bom trânsito entre os poderes locais. Cladium tem um grande poder de persuasão e utiliza poemas e cartas para espalhar ideais iluministas entre os mais letrados e formadores de opinião. Outro personagem é Tomaza (Corresponde ao poeta Tomas Antonio Gonzaga). Tomaza é um dos articuladores do movimento revolucionário, com perfil semelhante a Cladium, utiliza de poesia para passar informações revolucionárias para a sociedade colonial. Com grande influência nas camadas mais abastadas tenta obter recursos para a manutenção do movimento, bem como, se contrapor aos pesados tributos cobrados pela coroa. Tem grande adesão da classe alta.
Outro personagem seria Odonto ( Corresponde ao Tiradentes), que é um dos mais contagiados pelos ideais iluministas. Apesar da pouca cultura, absorve com facilidade os ideais propagados pelos intelectuais. Movido pelo idealismo, se envolve em operações arriscadas, sendo o agente executivo das tarefas definidas pelo coletivo do movimento. E Silverion ( Corresponde a Joaquim Silvério dos Reis) é um revolucionário motivado por interesses pessoais. Vê no processo revolucionário a possibilidade de ser ver livre de dívidas. Com total confiança do coletivo revolucionário é uma peça importante no processo revolucionário, pois tem contato imediato com os governantes locais e membros do poder nacional.
O objetivo pedagógico do jogo é simular na escola debate e os bastidores da revolução. Com esse exercício é possível recuperar o universo histórico do episódio e introduzir o fundamentos teóricos das revoluções liberais burguesas ocorridas no século XVIII. Como não é possível resgatar a trama histórica que motivou o movimento, o jogo, simulará dentro de um roteiro pré-elaborado, bem como, dentro da liberdade de atuação dos participantes uma simulação lúdica do evento histórico que só é conhecido superficialmente, por relatos de fatos, causas e efeitos.
O jogo desenvolverá em quatro atos:
O 1º ato – é o período em que os membros da sociedade começam a se reunir para discutir os problemas sociais causados pela exploração colonial. Insatisfeitos com o domínio colonial passam a ter contato com os ideais burgueses trazidos por Tomaza e Cladium, do período em que viveram  em estudos metrópole portuguesa. Contagiados pelos movimentos revolucionários europeus e pela independência norte-americana, começam a criar o arcabouço ideológico do movimento, que conta com adesão de camadas influentes da sociedade.
O 2º ato – E o momento em que se estabelece o planejamento e a execução do processo revolucionário, onde Odonto é o maior articulador. Comandado pelos líderes do movimento, começa uma rede de conspiração que visará organizar um movimento armado de rebeldia no dia da derrama.
O 3º ato – Ocorre a traição de Silverion e o movimento é debelado. Se desencadeia todo o processo de repressão e negação do movimento. Os líderes mais influentes se afastam e negam participação. Odonto é preso e enforcado em praça pública.
O 4º ato – Nesse ato temos a ocorrência de um processo de reação popular que apesar da repressão desdobra-se num processo lento de análise e absorção de ideais revolucionários que provocarão mudanças substanciais na organização da sociedade colonial.
O objetivo do jogo é estabelecer entre os participantes a possibilidade de atuar e interagir se apropriando de um momento histórico, que tem um arcabouço ideológico que fundamenta toda a organização social do estado moderno, e do modo capitalista de produção. Com isso, abre-se a possibilidade de avaliar a nossa atual condição social e em que esses elementos ideológicos contribuíram para que a nossa sociedade atual realmente seja justa, fraterna e igualitária.

Tudo sobre Sergipe Colonial e Provincial. História do município de Simão Dias. Grande Acervo de Fotografias históricas

1 01UTC agosto 01UTC 2010 Deixe um comentário

Quem foi o vaqueiro Simão Dias?

20 20UTC junho 20UTC 2010 Deixe um comentário

O nome do município é uma homenagem a Simão Dias, figura histórica que desde a emancipação política teve seu nome envolvido em calorosos debates sobre a sua real participação na origem da povoação. O município se originou como como conseqüência da invasão holandesa em Sergipe, pois com a eminência de uma ocupação o governo geral ordenou que o gado fosse evacuado. No entanto Braz Rabelo, latifundiário das terras de Itabaiana decidiu que o gado, ao invés de ser evacuado para além da margem sul do Rio Real, fosse escondido nas matas do Caiçá.
A região, onde hoje está a cidade, era povoação de índios que habitavam as margens do Rio Caiçá. Este hoje banha a cidade totalmente poluído.
A emancipação veio com a República por decreto de Felisberto Freire quando exercia o mandato de presidente do Estado de Sergipe, o que equivaleria a Governador de Estado atualmente. Este, um dos primeiros historiadores sergipanos, defendeu a origem histórica do vaqueiro afirmando em seu livro “História de Sergipe” que:
“Os terrenos onde está edificada hoje (1891) a Vila de Simão Dias foram doadas a Simão Dias Fontes, Cristóvão Dias e Agostinho da Costa” (FREIRE: 1997, p. 322).
O mesmo baseava a sua informação em estudos que demonstravam a existência de um homem chamado de Simão Dias Fontes, que juntamente com Cristóvão Dias e Agostinho Costa solicitaram sesmarias ao governo real nos anos de 1599, 1602 e 1607. O primeiro povoador também era conhecido como Simão Dias Francês.

No entanto com passar dos anos personalidades locais começaram a questionar a existência do referido povoador, levantado suspeitas sobre existência do mesmo. O grande defensor dessa tese foi o Padre João de Matos Carvalho que na intenção de Homenagear o Comendador Cel. Sebastião da Fonseca Andrade, mais conhecido com Barão de Santa Rosa, bem com à sua esposa resolveu desqualificar a tese defendida por Felisberto Freire. O padre tinha parentesco com a esposa do comendador e valeu-se de uma poderosa retórica, como também de várias controvérsias sobre a figura do vaqueiro Simão Dias. Esse debate está relatado no livro com título “Simão Dias ou Anápolis? Resenha histórica de sua fundação” publicado em 1912. Nesse livro ele levanta a tese de que na verdade o município se originou do esforço de Ana Francisca de Menezes, pois a mesma dou as terras onde hoje está edificada a Matriz de Santana. Nesse mesmo local, no passado, foi edificada uma capela onde daria origem à freguesia, posteriormente a Vila e por fim o Município. Sob esses argumentos o município teve então seu nome alterado em 25 de outubro de 1912, passando a se chamar “Anápolis” , como homenagem à Ana Francisca de Menezes e Ana Freire de Carvalho, esposa do Barão.
No entanto, os debates continuaram acalorados. Felisberto Freire, bem como vários intelectuais sergipanos e simãodienses defenderam com veemência o nome do Vaqueiro Simão Dias, como o primeiro povoador. O questão seria revista durante o Estado Novo, quando após a criação do IBGE por Getúlio Vargas, ficou vedada a existência de cidades com o mesmo nome no território Nacional. Como existia um município goiano com esse nome, e mais antigo, a Anápolis sergipana teve que voltar a se chamar Simão Dias, pelo decreto Lei nº 533, de 7 de dezembro de 1944.
Escrito por:
Marcelo Domingos de Souza
Licenciado em história pela Universidade Federal de Sergipe

Quem foi o vaqueiro Simão Dias?

20 20UTC junho 20UTC 2010 Deixe um comentário

O nome do município é uma homenagem a Simão Dias, figura histórica que desde a emancipação política teve seu nome envolvido em calorosos debates sobre a sua real participação na origem da povoação. O município se originou como como conseqüência da invasão holandesa em Sergipe, pois com a eminência de uma ocupação o governo geral ordenou que o gado fosse evacuado. No entanto Braz Rabelo, latifundiário das terras de Itabaiana decidiu que o gado, ao invés de ser evacuado para além da margem sul do Rio Real, fosse escondido nas matas do Caiçá.
A região, onde hoje está a cidade, era povoação de índios que habitavam as margens do Rio Caiçá. Este hoje banha a cidade totalmente poluído.
A emancipação veio com a República por decreto de Felisberto Freire quando exercia o mandato de presidente do Estado de Sergipe, o que equivaleria a Governador de Estado atualmente. Este, um dos primeiros historiadores sergipanos, defendeu a origem histórica do vaqueiro afirmando em seu livro “História de Sergipe” que:
“Os terrenos onde está edificada hoje (1891) a Vila de Simão Dias foram doadas a Simão Dias Fontes, Cristóvão Dias e Agostinho da Costa” (FREIRE: 1997, p. 322).
O mesmo baseava a sua informação em estudos que demonstravam a existência de um homem chamado de Simão Dias Fontes, que juntamente com Cristóvão Dias e Agostinho Costa solicitaram sesmarias ao governo real nos anos de 1599, 1602 e 1607. O primeiro povoador também era conhecido como Simão Dias Francês.

No entanto com passar dos anos personalidades locais começaram a questionar a existência do referido povoador, levantado suspeitas sobre existência do mesmo. O grande defensor dessa tese foi o Padre João de Matos Carvalho que na intenção de Homenagear o Comendador Cel. Sebastião da Fonseca Andrade, mais conhecido com Barão de Santa Rosa, bem com à sua esposa resolveu desqualificar a tese defendida por Felisberto Freire. O padre tinha parentesco com a esposa do comendador e valeu-se de uma poderosa retórica, como também de várias controvérsias sobre a figura do vaqueiro Simão Dias. Esse debate está relatado no livro com título “Simão Dias ou Anápolis? Resenha histórica de sua fundação” publicado em 1912. Nesse livro ele levanta a tese de que na verdade o município se originou do esforço de Ana Francisca de Menezes, pois a mesma dou as terras onde hoje está edificada a Matriz de Santana. Nesse mesmo local, no passado, foi edificada uma capela onde daria origem à freguesia, posteriormente a Vila e por fim o Município. Sob esses argumentos o município teve então seu nome alterado em 25 de outubro de 1912, passando a se chamar “Anápolis” , como homenagem à Ana Francisca de Menezes e Ana Freire de Carvalho, esposa do Barão.
No entanto, os debates continuaram acalorados. Felisberto Freire, bem como vários intelectuais sergipanos e simãodienses defenderam com veemência o nome do Vaqueiro Simão Dias, como o primeiro povoador. O questão seria revista durante o Estado Novo, quando após a criação do IBGE por Getúlio Vargas, ficou vedada a existência de cidades com o mesmo nome no território Nacional. Como existia um município goiano com esse nome, e mais antigo, a Anápolis sergipana teve que voltar a se chamar Simão Dias, pelo decreto Lei nº 533, de 7 de dezembro de 1944.
Escrito por:
Marcelo Domingos de Souza
Licenciado em história pela Universidade Federal de Sergipe

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