Uma outra versão!

25 25UTC Abril 25UTC 2009

Novos desafios a superar!

Arquivado em: educação — marcelodomingos @ 18:26
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Sem a participação do pais uma educação de qualidade é quase impossível.

Sem a participação do pais uma educação de qualidade é quase impossível.

A Secretaria Municipal de Educação tem novos desafios a superar! O maior desafio é melhorar a qualidade da escola pública. Para isso é necessário uma mobilização social em torno dessa proposta. Por que é necessário mobilizar a sociedade?

Em primeiro lugar, uma melhor educação traz ganho para a sociedade como um todo e particularmente garante possibilidade de inserção social para as pessoas. Não é possível implementar uma educação de qualidade que seja de iniciativa unilateral do governo, ou mesmo, unilateralmente dos professores e funcionários da educação.

A democratização da educação pública teve origem com a formulação do estado moderno, após a difusão dos ideais iluministas. Os iluministas (séc. XVIII) diziam que a educação deveria ser um dever do estado e um direito do cidadão, defendiam que – “E preciso educar as crianças, para não ter que punir os homens” e que “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe”- (Rousseau). Até o século XVIII a educação era um direito privativo das classes abastadas. O ideal iluminista não objetivava somente dar o acesso à educação, a todas as classes, mas sobretudo emancipar o homem através do conhecimento. Infelizmente, ter acesso a educação ainda não é a garantia de emancipação. É preciso uma educação de qualidade!

É ingenuidade dos governos em pensar que haverá melhor rendimento escolar sem que haja o envolvimento de pais e comunidade nesse processo. Os professores têm todos os dias, encarado situações das mais adversas para realizar o seu ofício. São alunos desmotivados, famintos e despreparados para o processo de aprendizagem. Tem sido um grande drama para os professores ter que lidar com variáveis que não podem controlar. Lidar com alunos carentes e que muitas vezes não tiveram em suas residências noções elementares de educação tem sido uma variável a mais a ser superada, o que impede um boa andamento da aula diária. No entanto, foi difundido que educar é dever da escola, como se fosse um papel privativo da mesma, quando na verdade o papel de educar é de toda sociedade e de todas as instituições. Já foi possível constatar que alunos que apresentam problemas familiares não apresentam um bom rendimento escolar. Isso demonstra que tudo está interligado e a melhoria da educação passa também, por uma melhoria da qualidade de vida da população, por uma maior distribuição de renda, pelo acesso a outros direitos sociais e individuais. Por esse motivo faz-se urgente políticas que aproximem os pais de alunos da comunidade escolar. Brevemente a administração estará implementando nas escolas municipais os “Conselhos Escolares”. Esses conselhos têm uma dimensão democrática de gestão e visa criar um ambiente participativo para os mais diversos atores sociais na decisão, planejamento e projeto político das escolas. Quando os pais forem chamados a participar poderão então entender com clareza qual o seu papel no processo de aprendizagem. Sem os pais o a tarefa é quase impossível!

As idéias de Jean-Jacques Rousseau

Todo homem nasce bom. E a sociedade que o comrompe

"O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe"

 

As idéias de políticas de Jean-Jacques Rousseau foram expostas na obra “Contrato Social”, cuja obra teoriza a procura um Estado social legítimo, próximo da vontade geral e distante da corrupção. A soberania do poder, para ele, deve estar nas mãos do povo, através do corpo político dos cidadãos.

Trechos e frases da obra de Rousseau

  • “O homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros. Quem se julga o senhor dos outros não deixa de ser tão escravo quanto eles.”
  • “A maioria de nossos males é obra nossa e os evitaríamos, quase todos, conservando uma forma de viver simples, uniforme e solitária que nos era prescrita pela natureza”
  • “O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer ‘isto é meu’ e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: ‘Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém’”
  • “E quais poderiam ser as correntes da dependência entre homens que nada possuem? Se me expulsam de uma árvore, sou livre para ir a uma outra”
  • “A meditação em locais retirados, o estudo da natureza e a contemplação do universo forçam um solitário a procurar a finalidade de tudo o que vê e a causa de tudo o que sente”
  • “A única instituição que ainda se constitui natural é a Família “
  • “O escravo não é propriedade do outro, mas não deixa de ser homem “
  • “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.”

15 15UTC Abril 15UTC 2009

Mudança de paradigma! Uma nova gestão…

Arquivado em: "O Ponto" — marcelodomingos @ 22:12
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O projeto político do prefeito não pode ser medíocre, priorizando o particular em detrimento do coletivo.

O projeto político do prefeito não pode ser medíocre, priorizando o particular em detrimento do coletivo.

Eu faço parte da equipe de secretários que juntamente com Denisson está administrando o município. Vejo que parte das dificuldades apresentadas já era previsível, mas a crise se encarregou de potencializá-las. As dificuldades eram previstas, pois, há uma grande expectativa de realizações e mudanças imediatas. As expectativas são decorrentes da leitura prévia que a população fez do novo prefeito: Denisson é jovem, possuiu formação universitária, e tem um histórico ligado a movimentos sociais e sindicalismo, logo, no imaginário popular, será aquele que dará a solução para todos os problemas. Mas é lógico que não é possível resolver problemas criados historicamente durante décadas, em apenas três meses. Trata-se do início de um processo de transformação de longa duração. Não tenho dúvidas que a linha de atuação caminha na direção de corresponder os anseios das classes menos favorecidas. Talvez resida ai, as primeiras dificuldades encontradas na gestão, ou seja, a mudança de direcionamento administrativo. Parcelas da população que por um longo período se favoreceram da proximidade com o poder se viram órfãs por não ver no prefeito atual um gestor tradicional. Denisson mudou o foco e está se preparando para atuar em políticas públicas efetivamente populares.

Denisson tem um plano de governo que priorizará as comunidades rurais e periferias

Denisson tem um plano de governo que priorizará as comunidades rurais e periferias

Certa ocasião dialogando com Denisson, ele me disse que a obra de saneamento básico de Simão Dias custaria para os cofres públicos à vultosa soma de R$ 27.000.000,00 (vinte sete milhões de reais), e confidenciou que se conseguisse realizar essa obra já se daria por satisfeito, por ter realizado a obra que ninguém jamais fez ou ousou fazer, e que apontaria como a obra prioritária para obter parceria com o governo estadual. No mesmo momento eu comentei “Denisson! seria uma obra milionária que ninguém fez, e ninguém fará, pois fica embaixo do solo”. Ele me respondeu: “Pois eu faço, sabe por quê? Por que ela traz uma série de desdobramentos que melhoria a qualidade de vida da população. Traria saúde principalmente! Saúde preventiva! Isso significa economia de recursos públicos em longo prazo”. Vejo que se ele está convencido em caminhar nessa direção, Simão Dias terá uma gestão transformadora. Essa obra não pode ser realizada por um único governo devido ao grande investimento de recursos financeiros, mas alguém deve dar início. Vejo Denisson empenhado em começar.

O projeto político do prefeito não pode ser medíocre, priorizando o particular em detrimento do coletivo. Para muitos munícipes o governo municipal existe somente para dar empregos temporários, fazer festas e embelezar o centro da cidade. Políticas públicas equivocadas fizeram Simão Dias, aumentar o contingente populacional de forma desordenada nos últimos anos, provocando o êxodo rural e o ampliando as periferias. As zonas periféricas sempre foram desassistidas e enfrentam sérios problemas de saneamento básico e urbanização. Além disso, a carência financeira gera violência e criminalidade. A falta de planejamento no passado gerou demandas maiores para a gestão municipal na atualidade. No campo, a manutenção das estradas e a iluminação pública exigem gastos constantes de recursos públicos. Logo, o custeio é sempre superior ao poder de investimento.

Sou otimista e acredito na atual gestão! Os primeiros meses serviram para acertar o passo e agora devemos caminhar na direção de cumprir o plano de governo. Há muito por realizar e a população deve ficar atenta para as realizações futuras. Quando todos perceberam que se trata de um projeto coletivo, inclusivo e democrático, a população poderá se livrar das velhas práticas políticas que alçam “alguns poucos” ao topo da realização pessoal e relegam a maioria à margem social.

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Esclarecimentos sobre a exoneração do Maestro

Arquivado em: Sem-categoria — marcelodomingos @ 18:15
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Esclarecimentos sobre os comentários divulgados publicamente na emissora local (FM) sobre a exoneração do maestro da Banda Lira Santana.

O Maestro da Banda Lira Santana conhecido como Bilé é comissionado do município e lotado na Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Todas as secretarias tiveram que diminuir o quandro de funcionários comissionados, para  o município se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal. O número de comissionados na Secretaria de Educação e Cultura é reduzido e por esse motivo tivemos que exonerar pessoas valorosas. Quero salientar que todos comissionados exonerados são necessários e também têm sua importância e valor.

Quando o maestro foi informado na quarta-feira sobre a sua exoneração, foi comunicado que deveria informar o presidente da Banda sobre o ocorrido, bem como, sobre a possibilidade de se criar um convênio entre a Prefeitura Municipal de Simão Dias e a Lira Santana, cujo objetivo era saldar os pagamentos do maestro. O convênio era no momento uma alternativa de honrar o compromisso firmado com a Banda Lira Santana, o que não implicaria em descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, visto que, a Banda Lira assumiria o pagamento  ao invés da prefeitura. O presidente da Lira Santana, Raimundo Oliveira se comunicou comigo por telefone ainda na quarta-feira, se mostrando indignado com a exoneração do maestro. Eu o informei, brevemente, que deveria me procurar na segunda-feira para encontrarmos uma alternativa de sanar o pagamento do regente, visto que, estávamos na eminência do feriado da semana santa. No sábado recebi então uma ligação do Prof. Udilson propondo a redução de seu salário para então manter o pagamento do regente da banda. No domingo de Páscoa ao encontrar o prefeito Denisson Déda, partilhei o ocorrido e o mesmo determinou que o maestro fosse reconduzido ao cargo imediatamente.

Assim foi procedido, o maestro foi reconduzido ao cargo na segunda-feira (13-04-09),  mas para minha surpresa a emissora local (FM) no dia 14-04-09, levantou a polêmica dessa questão, a qual  já havia sido superada. Eu particularmente, tenho me surpreendido com essas críticas diárias e ainda não entendi o que elas objetivam.

A Banda de Música Lira Santana é um dos maiores patrimônios culturais do município de Simão Dias, e por esse motivo a Secretaria Municipal de Educação e Cultura tem se articulado para viabilizar um convênio com o Ministério da Cultura, conhecido como; “Pontos de Cultura”, que destinará uma verba anual de R$ 180.000,00, diretamente para a Banda Lira Santana, para que a mesma possa viabilizar e administrar projetos culturais.

A formulação do Preconceito

Preconceito pressupõe que antes que uma pessoa faça uma análise racional sobre uma determinada questão, ou procure se cercar de informações detalhadas sobre um determinado tema, conceito ou acontecimento, se guia pela superficialidade, por ouvir falar, ouvir dizer. Quem age assim, de forma passional geralmente se posiciona de forma equivocada sem medir maiores conseqüências do que é propalado e dito, do que é verdade. Parece-me que em Simão Dias aquilo que deveria ser abominado por uma sociedade educada, virou nos últimos meses a prática mais apreciada por alguns munícipes: o preconceito.

O ser humano não é perfeito, mas parece-me que falar mal do semelhante é um dos vícios mais nocivos que uma pessoa pode cultivar, e que por profissionalismo deve ser evitado por quem pretende formar e informar outras pessoas.

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11 11UTC Abril 11UTC 2009

A entrevista concedida ao Jornal “O Ponto”, sobre o piso salarial do magistério

Segue abaixo na íntegra a entrevista concedida ao Jornal “O Ponto”, publicada na edição de março de 2009, ano I, Edição 02, página 10;

O Ponto – Como surgiu a idéia ou convite para assumir a pasta da Educação?

Marcelo - O convite na verdade foi de permanecer secretário, visto que, na gestão anterior eu já estava assumindo essa função. Atribuo o convite atual e o anterior à amizade e proximidade que tenho a Denisson, pois quando Zé Valadares o convidou a assumir a Secretaria Municipal de Educação, Denisson me fez o convite para atuar na equipe da Secretaria. Posteriormente se estreitou a relação política e profissional com Zé Valadares e com as demais lideranças políticas do município. A identificação com a pasta da educação decorre do fato de eu ser professor do magistério municipal e estadual. A minha permanência na Secretaria se deve a relação de confiança que mantenho com o Prefeito Municipal, bem como, o objetivo em comum de implementar uma educação de qualidade, pautada na cidadania e valorização do magistério.

O Ponto – Quais as ações já desenvolvidas em sua gestão?

Marcelo – Estou retomando algumas ações implementadas na gestão anterior e intensificando outras. O Município de Simão Dias é considerado prioritário pelo MEC, pois tivemos um IDEB (índice de Desenvolvimento da Educação Básica) baixo. Para sanar essa deficiência foi firmado em 2007, uma Plano de Ações Articuladas(PAR), entre Município e Governo Federal . Essas ações visam possibilitar melhor formação para o magistério, bem como, a melhoria progressiva da infraestrutura da rede educacional. Algumas ações importantes estão em andamento, como; implantação do conselho municipal de educação, criação do sistema municipal de educação, elaboração de um plano de carreira e um estatuto para o magistério. Esses elementos são primordiais para uma realidade educacional mais moderna e eficiente para o futuro. O ano letivo está no começo e tivemos muitas demandas acumuladas em um único momento. Isso não tem sido fácil! Temos todas as creches sob o controle da Secretaria Municipal de Educação, isso é algo novo, pois até o ano anterior estava sob o controle da Secretaria de Ação Social. Estamos em processo de licitação para aquisição da Alimentação Escolar para Creches, o que tem acarretado adiamento no funcionamento das mesmas. Já a rede de ensino fundamental está em pleno funcionamento, e apesar de necessitar de pequenos ajustes, começamos de forma satisfatória com um grande Encontro de professores realizado no BNB Clube.

O Ponto – Qual o perfil do seu trabalho?

Marcelo – Tenho tido uma atuação democrática, sensível e ao mesmo tempo sincera de gestão. Democrática pois tento trabalhar em equipe e de forma participativa. Sensível pois estou aberto a críticas e sugestões. Essa atuação possibilitou um diálogo maior com os atores educacionais (professores, diretores, servidores de apoio, alunos e pais). A Secretaria estabeleceu um diálogo com todos, seja para sensibilizar sobre as nossas dificuldades, seja para entender os problemas dos outros. E sincera pois temos que focar no objetivo coletivo em detrimento do individual, isso implica em não se distanciar do objetivo principal que é educar crianças, adolescentes, jovens e adultos. Tudo isso atento ao que é legal e certo.

A Secretaria estabeleceu um diálogo com todos, seja para sensibilizar sobre as nossas dificuldades, seja para entender os problemas dos outros...

A Secretaria estabeleceu um diálogo com todos, seja para sensibilizar sobre as nossas dificuldades, seja para entender os problemas dos outros...

O Ponto -Quais as dificuldades enfrentadas?

Marcelo – Necessidades e demandas altamente superiores aos meios de saná-los; Escassez de recursos públicos; Estrutura física das escolas totalmente depreciada e mal planejada; Falta de motivação e disciplina de alunos; Falta de preparo e motivação de parte dos professores; Pais e responsáveis distantes da escola; Falta de sintonia entre a equipe da secretaria e os objetivos da administração;

O Ponto -Quais as dificuldades enfrentadas?Recentemente foi publicado no jornal da cidade, que Simão Dias poderia estar fora da merenda escola, porque isso aconteceu?Esse problema já foi sanado?

Marcelo – O problema realmente ocorreu, pois houve um atraso na reformulação e composição do novo conselho da Merenda Escolar. Após a formalização do Conselho deveria ocorrer o cadastramento do mesmo junto ao MEC. Essa reformulação ocorre regularmente a cada dois anos. O atraso foi momentâneo e não chegou a acarretar nenhum problema para administração. O problema foi sanado a duas semanas atrás. A merenda escolar teve um pequeno atraso por outro fator: o processo licitatório. O processo licitatório é obrigatório e necessário, e visa diminuir os custos de aquisição de produtos, valorizando e economizando os recursos públicos. É pena que seja burocrático e demorado.

O Ponto -Quais as dificuldades enfrentadas?Foi confirmado no seminário promovido por essa secretaria, que o piso salarial já seria instituído em fevereiro, isso não ocorreu, Por quê?

Marcelo – Por que ainda estamos analisando qual alternativa de pagamento mais satisfatória para cumprir a lei. O fato é que o piso implica em um aumento substancial da folha de pagamento do magistério. E não temos recursos suficientes para saldar esse pagamento. Isso implicará em adequação do plano de carreira atual a uma realidade possível. Para isso é preciso analisar com responsabilidade o direcionamento a se tomar. A vontade de corresponder à expectativa da categoria é grande, e isso provoca precipitações semelhantes ao que ocorreu no seminário. A cautela é boa para todos, visto que, o piso já está assegurado. A decisão a ser tomada implicará em retroatividade o que garante impossibilidade de perdas para o magistério.

O Ponto -Quais as dificuldades enfrentadas?Recentemente os professores foram surpreendidos com uma redução considerável em seus salários que repercutiu de forma assustadora nos quatro cantos do município, revoltas, comentários desagradáveis, situações críticas, pois se esperava aumento, e o que veio foi corte! Como pode ser explicada essa situação?

Marcelo – Essa situação é extremamente desconfortável tanto para professores, quanto para administração. Os problemas ocorridos em folha não são intencionais, e decorrem do processo de reformulação do sistema de pagamentos. Até que o sistema, que gera a folha, esteja em pleno funcionamento é possível que ocorra erros. Os descontos ocorridos nos salários serão devolvidos.

O Ponto -Quais as dificuldades enfrentadas?Secretário, a questão do piso salarial tem causado mal estar em todo o Estado. O que está acontecendo para impedir a implantação e por que alguns municípios pagam e outros não?

Marcelo – O piso salarial é grande conquista do magistério, no entanto, sua implantação é carregada de equívocos. O problema é que o piso foi criado por uma lei que prevê uma transitoriedade na aplicação, com regras não muito claras de como se proceder. O piso garante um parâmetro mínimo de R$ 950,00 para professores de formação em nível médio com jornada de 200 horas. No entanto, esse parâmetro é insuficiente para definir pagamentos de níveis de formação diferentes. Isso conduziu a alternativas diferenciadas de pagamentos em vários estados e municípios. Cada um interpreta como quer e paga como quer. Cada estado e município têm uma legislação própria com previsão de direitos e vantagens. Reside ai a complexidade do piso pois os parâmetros de aplicação tem que se adequar a plano de carreira de cada rede. O maior entrave é a falta de recursos para honrar pagamentos, pois, o piso aponta para um ganho salarial sem repassar para municípios e estados nenhum recurso a mais para suportar o aumento. No caso de Simão Dias o município tem um agravante que é uma regência de classe de 50%, que incide sobre o salário base, o que torna a aplicação do atual plano de salários inviável. Isso tem exigido da Secretaria uma análise mais criteriosa de como efetuar o pagamento do piso no município de Simão Dias.

Agradeço a redação do jornal “O Ponto” a liberação da matéria supracitada, e aproveito para parabenizar pela  qualidade e isenção política que os organizadores têm demonstrado. A impresa tem um papel fundamental em esclarecer, cobrar e dar voz à população. Simão Dias precisa de um jornal de qualidade como o: “O Ponto”.

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A administração municipal

Arquivado em: Política de Simão Dias, sergipe — marcelodomingos @ 18:43
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A população simãodiense tem tido uma visão superficial sobre a administração municipal. Não culpo ninguém por isso, pois trata-se de um momento de transição entre uma administração extremamente popular com uma liderança de peso e um nova gestão a qual os atributos do gestor se pautam pela austeridade, economia e inovação. Denisson Déda foi eleito por uma coalizão de forças liderada pelo PSB, a qual se formou um bloco poderoso, composto por uma parcela da oposição, obtendo uma vitória esmagadora no pleito eleitoral. Pela lógica o prefeito deveria ter um grande capital político para aplacar todo o desgaste que o início da gestão proporciona. E por que ocorre desgaste? Ocorre porque uma nova gestão sempre é antecedida por uma grande expectativa de realizações de demandas pessoais de aliados e eleitores. Já era previsível que um bloco que teve mais de 70% dos votos válidos e que elegeu sete vereadores, das nove cadeiras existentes, não teria um começo confortável. As expectativas jamais poderiam ser correspondidas à contento.

Mas o desgaste tem sua origem num fenômeno mais específico que é a dificuldade de alguns atores políticos que participaram da última gestão, em compreender que a administração anterior acabou e que a administração atual tem um novo gestor. Denisson mostrou muita personalidade nas suas ações ao iniciar a administração, pois, ao contrário do que muitos pensavam, ele não se comportou como um fantoche na mão de ninguém. Ao contrário, encarou os desafios com muita coragem.

Denisson tem apenas três meses que iniciou o mandato. Terá que ser avaliado por quatro anos de mandato, mas há setores que acham que os quatro anos já se encerraram e começou uma nova corrida pela sucessão municipal. Tolerância com precipitações tem provocados muitos desgastes...

Denisson tem apenas três meses que iniciou a gestão municipal. Terá que ser avaliado por quatro anos de mandato, logo qualquer avaliação prévia é totalmente precipitada...

A crise mundial é outro fator que tem influenciado na avaliação negativa da população em relação às novas administrações municipais, pois além da dificuldade em corresponder as expectativas, há também agora, a redução de receita e as dificuldades geradas por esse fator. A crise mundial foi minimizada pelo Governo Federal com a redução da arrecadação de impostos – A isenção do IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados) nos veículos e a queda na venda de produtos, a qual por consequência provoca a baixa arrecadação do ICMS (Imposto sobre a Circulação das mercadorias e Serviços), impactou a queda de receita do município. O FPM e o FUNDEB tiveram uma redução expressiva na arrecadação. Isso provocou uma crise financeira e institucional nos municípios, gerando como consequência uma onda de demissões para o enquadramento à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Administrar numa conjuntura tão adversa é um “grande desafio” que tem sérias implicações políticas. As ações desgastantes tomadas nos primeiros meses de gestão, como; redução de comissionados e redução de gratificações, possibilitou uma situação menos grave na atualidade, visto que, outras prefeituras, no momento, terão um quantitativo maior de demissões. As demissões são resultantes da queda de receita e do consequente enquadramento dos municípios em limites superiores a 54% com pagamentos de folha de pagamentos, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Vencer esse eminente desafio e implementar uma administração dentro das expectativas dos simãodienses poderá deixar como legado uma nova liderança política com peso para permanecer e prosseguir.

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A crise financeira nos municípios

Arquivado em: Política de Simão Dias — marcelodomingos @ 16:14
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Muitas pessoas não conseguem perceber a seriedade da situação em que os municípios se encontram. Os efeitos da crise vieram e só foram sentidos nas finanças públicas nos primeiros meses desse ano, visto que, a crise financeira estourou mundialmente em meados de 2008.

A isenção de IPI em veículos e materiais de construção, bem como, a queda do ICMS devido a queda nas vendas vem provocando demissões nos municípios por causa da diminuição da receita.

A isenção de IPI em veículos e materiais de construção, bem como, a queda do ICMS devido a queda nas vendas vem provocando demissões nos municípios por causa da diminuição da receita.

A organização federativa tem que ser repensada. Isso exige um debate nacional, pois os municípios são os entes mais fracos da federação, e estão totalmente vulneráveis às oscilações econômicas. O governo federal ao dar incentivos fiscais para montadoras de veículos e para construção civil, assegurou a empregabilidade nas fábricas e empreiteiras, mas provocou uma onda de demissões nos municípios. Por quê? Porque parte desses impostos são repassados para os mesmos através do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Todo município tem os seus tributos, mas os mesmos são parcos e não suportam o volume de pagamentos que a administração pública deve arcar. Somente capitais e cidades de grande porte têm arrecadação municipal suficiente para não depender dos repasses federais.

Segue abaixo uma série de links com matérias que nos dão a dimensão da gravidade em que os municípios se encontram:


Lula diz que municípios vão ter que “apertar os cintos” – folha de São Paulo

Serra critica Lula por reduzir o FPM

Prefeitos protestam contra a queda de arrecadação

Lula diz que vai ajudar municípios que perderam o FPM

Governo estuda proposta para aliviar a crise financeira nos municípios

Socorro as Municipios

Crise financeira atinge municípios e prefeitos anuciam prioridades

Crise financeira nos municípios e a solução para os gestores

Estados em municípios buscam alívio contra a crise financeira


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